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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

20 CURIOSIDADES SOBRE AZUL É A COR MAIS QUENTE


Segue uma lista de curiosidades sobre uma das obras  LGBTs mais relevantes dos últimos anos. PS: Quando eu usar o nome Clémentine, estou me referindo ao quadrinho; quando usar o nome Adele, estou me referindo ao filme.
  1. O nome original do filme é La vie d'Adele (a vida de Adele).  
  2. O filme foi inspirado por uma graphic novel chamada "Le bleu est une couleur chaude" (O azul é uma cor quente).
  3. A história começa em 1994, em Lille, na França.
  4. No filme a protagonista se chama Adele (como a atriz que a interpreta); no quadrinho se chama Clémentine. 
  5. Clémentine tem 15 anos e é libriana. Em 2017 ela teria 38 anos.
  6. Emma e Adele se viram pela primeira vez no dia 27 de outubro de 1994.
  7. No dia 6 de dezembro de 1995 Adele deu o primeiro beijo gay em Aude. No filme, a personagem beijada se chama Beatrice, enquanto Aude é o nome da criança que se torna enteada de Emma. 
  8. Os pais de Clementine se chamam Fabienne e Daniel (no quadrinho ele achava Emma uma depravada)
  9. Thomás e Clémentine ficaram 6 meses juntos, e ela abandonou ele na cama, antes de os dois de fato dormirem juntos. Ele tentou insistir, mas ela acabou o relacionamento alguns dias depois. Já no filme, Adele e Thomás (interpretados por atores que namoravam na vida real) dormiram juntos antes de acabarem o relacionamento.
  10. Só no dia 6 de junho de 1996, quase dois anos depois da famigerada primeira encarada, Adele e Emma se reencontraram no bar. As duas começaram a conversar/flertar enquanto Emma ainda estava namorando Sabine Decocq, uma designer gráfica.
  11. Clémentine brigou por telefone com Emma por ela ter aparecido na frente de sua escola, atraindo comentários de colegas homofóbicos. Já no filme, Adele fica feliz por Emma ter ido lhe buscar e as duas saem andando sem olhar para trás.
  12. No quadrinho, Emma não foi na parada Gay com Clémentine (como acontece no filme), mas sim com Sabine. As duas apareceram na TV, Adele stalkeou pesquisou o nome de Sabine e descobriu o endereço onde as duas moravam.
  13. O primeiro beijo e a primeira noite entre Clémentine e Emma aconteceu em setembro de 1996 
  14. No quadrinho o casal teve diversas brigas logo no início do relacionamento: Emma tinha problemas com a "indecisão sexual" de Clémentine, e esta reclamava por continuar sendo "a outra" (já que oficialmente Sabine ainda era namorada de Emma). Mas como acontece várias vezes na versão em quadrinho, a briga das duas logo dá lugar a reconciliação. .
  15. Quando Emma foi conhecer os pais de Clémentine, Fabienne e Daniel a flagraram nua na cozinha, descobriram o relacionamento das duas e chutaram a filha para fora de casa. Esta parte da história não aparece no filme.
  16. Em 2008, Clémentine já tinha 30 anos quando teve sua traição descoberta por Emma. Ao ser chutada de casa, foi dormir no sofá de Valentin (melhor amigo dos tempos de escola).
  17.  Para lidar com a depressão pós-término, Clémentine se tornou viciada em remédios que pioraram a hipertensão arterial pulmonar dela. 
  18. Valentin ajudou Emma e Clémentine se reencontrar e reconciliar, mas a protagonista acabou tendo um pire-paque e morrendo alguns dias depois. Já no filme, Emma e Adele nunca se reconciliaram pois a primeira partiu para outro relacionamento.
  19. Na versão do quadrinho, a família de Emma não era rica e sequer aparece na história; já na versão cinematográfica, os conflitos de preconceito foram deixados de lado e o diretor resolveu dar mais ênfase às diferenças sociais e econômicas entre as personalidades, o que é enfatizado pelas cores, diálogos em família, iluminação e até o cardápio nas respectivas casas das personagens.
  20. É possível usar o google maps pra acessar alguns locais de filmagem de La vie d'Adele ↓ vide abaixo ↓
LIÈVAN
Casa da Adele (nº 15) → Google Maps
ROUBAIX
Museu → Google Maps
Parque onde se encontram pela segunda vez → Google Maps
LILLE
Escika de Adele → Google Maps
Faixa de segurança onde se vêem pela primeira vez →Google Maps
Bar gay onde se falam pela primeira vez → Google Maps
Parque onde as personagens se encontram → Google Maps


sábado, 18 de outubro de 2014

Breve opinião sobre: LUCY (contém spoilers)





Acabei de assistir Lucy. O filme conta com uma série de efeitos visuais, tem a delícia da Scarlett Johansson como protagonista e o divo absoluto Morgan Freeman também faz parte do elenco. 
Outro ponto positivo é o ritmo da narrativa, que acaba por prender a sua atenção à trama que não é lá aquelas coisas.
Contudo, é óbvio que meu cérebro cricri ficou vasculhando o filme até encontrar 1001 defeitos. Dentre estes defeitos, parar mim o mais irritante é a falta de verossimilhança. A verossimilhança é a acreditabilidade do filme (diferentemente de veracidade, que diz respeito a ser verdadeiro ou não). Assim, um universo pode ser ficcional (ou seja, não verídico) e verossímil, desde que a lógica por trás desse universo ficcional seja bem construída. É o caso dos universos de Harry Potter e de Senhor dos Anéis, por exemplo.

(Esse vídeo fala exatamente sobre veracidade e verossimilhança)

O que acontece é que, pra começar, o filme Lucy é todo baseado na premissa falsa de que usamos somente 10% do nosso cérebro. Segue um trecho (livremente traduzido) do que é explicado no vídeo "7 mitos a respeito do cérebro que você pensou que fossem verdadeiros".

A maioria dos filmes e livros de ficção científica nos fazem acreditar que humanos podem utilizar apenas 10% do cérebro, o que é absolutamente sem sentido. Graças à tecnologia moderna de escaneamento cerebral, nós sabemos que usamos tudo o tempo inteiro. Não necessariamente tudo de uma vez. Quando você caminha, por exemplo, a parte do cérebro associada a movimentos está mais ativa do que outras áreas. No entanto, não há nenhuma parte do cérebro que não faz nada. Ele representa 3% do peso do corpo e usa 20% da nossa energia. Este é um cérebro ocupado.
Segue a integralidade do vídeo, que está em inglês mas tem opções de legendas nas configurações. O trecho que traduzi aqui tem início em 1min e 10segs. 



Agora de volta ao que interessa. Uma vez que a premissa básica do filme já foi desbancada e as explicações dadas ao longo da história são bem pouco convincentes, fica a impressão de que tudo não passa de uma desculpa pseudo-complexa para holywoodianices. Em outras palavras: botaram o tio Freeman a usar sua voz sedutora e sábia pra arrotar um monte de balela sem sentido, só pra "explicar" o fato de que a Scarlett virou ninja do dia pra noite.
Aliás, a Scarlett não só vira ninja, como ela começa a adquirir conhecimentos e se expandir, entrando em contato com tudo ao seu redor. No final das contas ela faz o upload de seu conhecimento para um pendrive e, quando questionada onde está, afirma estar em todo lugar. Se você já viu o filme Transcendence (que também tem o Morgan Freeman, por sinal) deve ter percebido a semelhança entre as ideias.