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domingo, 22 de dezembro de 2019

SPOILING: resumo 1ª Temporada de Glow Up

Glow Up é um Reality Show britânico competitivo. Resulta de uma parceria entre a Netflix e a BBC e funciona da seguinte maneira:
Cada episódio explora um contexto diferente (aplicação de próteses, editorial, produção de conteúdo para internet, etc).  Os episódios (8 no total), que têm duração aproximada de 45 minutos, contam com três provas. A primeira  dá uma vantagem/prêmio ao vencedor e coloca duas pessoas para a eliminação; a segunda dá a chance dos participantes "emparedados" se safarem e serem substituídos por outros (é a prova que realmente importa, sendo normalmente a mais longa); e a terceira é disputada pelos dois piores artistas do dia (chamada de Face Off), que devem performar uma tarefa de forma rápida e técnica em um par de gêmeas idênticas (enquanto os jurados fazem comentários em ASMR).  Quem perder é eliminado.
O corpo de jurados compõe-se de dois profissionais fixos (Val Garland e Dominic Skinner) e um convidado, estando este relacionado ao tema do episódio. Dentre eles, quem mais se destaca é Val, com suas alterações de voz inesperadas e uma vontade insaciável de fazer acontecer o seu bordão ("ding dong"). Além disso, há também uma anfitriã, que conduz os participantes pela competição e conforta aqueles que resolvem dar piti. 
De forma geral, o ritmo dos episódios é bem rápido, sem muita troca de shades e jurados desnecessariamente maldosos - ainda bem, já que esse modelo já está ficando bem saturado.  

EPISÓDIOS

EDITORIAL DE BELEZA: Foca em maquiagens para editoriais. Os participantes devem criar um look que expresse rebeldia e fotografe bem. A melhor participante têm sua maquiagem exposta em uma das páginas da Marie Claire. A segunda prova é bem genérica, embora tenha rendido maquiagens bem bonitas, e gira em torno do conceito de beleza. Um dos poucos momentos shade de jurados acontece nesta prova, em que Val chama o trabalho da eliminada de entediante na cara dela. O tema da prova final é 'lábios negros'. Os participantes tiveram poucos minutos para aplicar batom preto da forma mais perfeita possível nos lábios das modelos gêmeas. Normalmente a prova final é precedida de um preview, onde um dos jurados explica como completaria aquele desafio. 
PRÓTESES DE FILMES: Trabalha com a aplicação de próteses. Neste episódio os participantes visitam os estúdios de Harry Potter e são julgados por um maquiador que trabalhou tanto na trilogia principal, quanto em Animais Fantásticos. A primeira tarefa é  realizada em grupos e gira em torno da criação de personagens descritos num pequeno roteiro de instruções. O grupo vencedor, liderado por um artista com experiência em próteses, tem o privilégio de escolher primeiro a prótese para a segunda prova (um prêmio bem bosta, pra falar a verdade). A segunda prova consiste na criação de um personagem para um mundo mágico pré-existente. O artista que se destacou na primeira  tarefa acaba caindo na berlinda e sendo eliminado em seguida, após ter 15 minutos para criar uma maquiagem espontânea (cujo critério de avaliação pareceu bastante arbitrário). 
REDES SOCIAIS: a youtuber Nikki (do canal Nikki Tutorials) estrela este episódio, que começa com uma prova envolvendo a criação de um challenge de maquiagem a ser filmado e editado. A dupla vencedora ganha a oportunidade de gravar com Nikki. A segunda prova consiste na criação de um look meio-a-meio no próprio rosto, resultando em visuais bastante criativos e artísticos. Já na prova final, requer-se a aplicação da técnica cut and crease, utilizada para fazer com que os olhos das modelos pareçam maiores. Os dois artistas fizeram um trabalho de bosta, e a eliminação ficou a critério da precisão (o look menos bagunçado sobreviveu).
TAPETE VERMELHO:  Neste episódio os participantes têm 45 minutos para fazer um look numa "celebridade" (ênfase nas aspas) que está em vias de caminhar no tapete vermelho de um evento. O look que fotografar melhor diante dos paparazzi ganha a vantagem de escolher a modelo para a segunda prova (outra recompensa bem mais ou menos). Uma das participantes acaba falando demais e não conseguindo terminar o trabalho; outra participante fez sua 'celebridade' envelhecer uma década. No entanto, as duas se safam na prova seguinte, que demanda uma maquiagem em preto e branco. Desta vez se ferraram os competidores que resolveram se deixar levar pela criatividade (por isso rola um ceticismo quando eles chamam o maquiador de make up artist e ficam falando sobre a importância da espontaneidade no artista).
TEATRO NO WEST END:  Desta vez o desafio gira em torno da maquiagem Drag. Por isso, o ep conta com a participação de Kim Chi (8ª temporada de Rupaul's Drag Race). A primeira prova requer que os competidores repliquem a maquiagem de uma peça teatral  (Kick and Boots) com personagens Cross Dressers. Nenhuma maquiagem foi aproveitada para o espetáculo. O competidor menos mal ganhou o direito de pedir dicas para a Kim Chi na tarefa seguinte. A segunda prova tem a temática de gênero e, pela primeira vez, não houve troca de participante na cadeira da eliminação (as mesmas pessoas foram mal nas duas competições). A terceira prova requer aplicação de cílios postiços e determina mais uma eliminação. 
LONDON FASHION WEEK: O episódio começa com os 5 competidores sendo levados aos bastidores da semana de moda de Londres, onde devem maquiar 12 modelos em um intervalo curto de tempo, trabalhar em equipe e saber replicar a demonstração da "maquiadora chave", que criou um look para complementar a coleção de roupas.  Todos se saíram bem, mas um dos maquiadores teve problema em administrar o tempo e foi (pela primeira vez) o único 'emparedado'. Já na segunda prova, são os participantes que se tornam maquiadores chave: devem seguir as instruções dos fashionistas e entregar uma maquiagem que passe o espírito solicitado. A maquiagem mais sem graça e amadora é a segunda a cair no paredão, terminando de formá-lo. A terceira prova foi uma das mais interessantes e mais disputadas. As modelos gêmeas aparecem com um olho maquiado, cabendo aos emparedados replicar aquele olho. 
MAQUIAGEM ATRAVÉS DAS DÉCADAS: Neste episódio não há jurado convidado, mas cada participante tem como assistente um dos eliminados. Na primeira prova, é necessário maquiar um casal de modelos observando o estilo de uma década (60, 70, 80 ou 90). O vencedor da primeira tarefa passa direto para a final, mas faz a segunda prova normalmente, já que no último episódio é feita uma análise do "conjunto da obra". A competição seguinte envolve a criação de um look inspirado na música favorita do participante.  As performances foram bem equilibradas. Ademais, nesta prova fica bem claro que o veredito da Val tem mais peso. Por fim, o desafio final gira em torno de recriar sobrancelhas arqueadas estilo anos 30. 
FINALE: O primeiro desafio da final dá a oportunidade dos maquiadores apareceram na revista Hunger, com o look executado no rosto da modelo Laomie Anderson e fotografado por Rankin. Em termos de competição, esta prova não fez muito além de engordar o portfólio dos competidores. A segunda prova exigia a criação de um conceito que expressasse o futuro de cada maquiador. O pior dos três foi eliminado tentando executar uma técnica pela primeira vez. O desafio final é um face off entre os dois competidores restantes, que devem criar uma make completa em 45 minutos. O vencedor não causa surpresa alguma, já que seu favoritismo nos olhos dos jurados já vinha aparecendo ao longo dos episódios.
CONCLUINDO
O reality é leve e fácil de assistir, e sua renovação para mais uma temporada não surpreende.  A variedade de desafios e o ritmo dos episódios prende a atenção do espectador. Não há shade entre os participantes ou vindo dos jurados, muito pelo contrário: em alguns momentos os maquiadores se ajudam e os jurados estão torcendo por eles. A única crítica que eu tenho é quanto ao valor das provas. Isto porque alguém pode ser excelente na primeira tarefa e acabar indo para eliminação mesmo assim. Além disso, os participantes que acabam entre os piores se acostumam a lidar com a pressão do face off final, de modo que vários bons competidores deixaram o reality de maneira prematura.  

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

E SE?

Abaixo seguem ALGUNS dos trechos curiosos do livro "E se?", de Randall Munroe.


• Se a Terra parasse e a atmosfera não, teríamos um vendaval repentino de 1700 km/h. Quase todo mundo morreria, mas a raça humana não seria extinta. Lugares indicáveis seriam: Helsinque, na Finlândia (por causa da complexa rede de túneis abaixo dela), porões profundos e túneis de metrô, e a estação de pesquisa Amundsen-Scott no polo Sul (a Terra gira mais rápido perto da linha do Equador). Por um instante, o oceano deixaria de ter superfície. Os dias e as noites durariam 6 meses cada.  Do lado do dia, a superfície cozinharia com a luz solar constante, enquanto do lado da noite a temperatura despencaria. A lua começaria a se aproximar da Terra e sua gravidade afetaria as marés de forma a começar a impulsionar a Terra, fazendo-a girar novamente.
• Barras de combustível radioativo ficam no fundo de piscinas profundas, abaixo de vários metros de água morna, que isola a radiação. É possível que se receba uma dose menor de radiação nadando cachorrinho numa piscina de combustível usado do que andando pela rua.
• Dá para construir um propulsor a jato (jetpack) usando metralhadoras que atirem para baixo? Se uma AK-47 ficasse de ponta-cabeça e você desse um jeito de grudar o gatilho, ela se ergueria no ar enquanto atirava, mas não teria potência suficiente para erguer nada mais pesado que um esquilo.  A Gryazev-Shipunov GSh-6-30 teria o impulso mais apropriado, mas provavelmente destruiria a si mesma e à pessoa que estivesse tentando usar o "jetpack".  
• Se toda a internet fosse arquivada em discos rígidos, o espaço físico ocupado por ela seria menor que um petroleiro.
• Se um asteroide fosse bem pequeno mas superdenso, seria possível morar nele como o Pequeno Príncipe? Se você estivesse na superfície, sentiria forças de maré. Seus pés iam parecer mais pesados que sua cabeça, e haveria uma sensação delicada de alongamento. Se você atingisse 18 km/h sairia voando do planeta; um pouco menos que essa velocidade e você começaria a orbitar ao redor do asteroide, de forma caótica, a 10,8 km/h.
• Perder seu DNA provavelmente resultaria em dor abdominal, náusea, tontura, colapso veloz do sistema imunológico e morte em questão de dias ou horas, seja por infecção sistêmica total ou falência geral dos órgãos.
• O filho de um progenitor que se autofertilizou seria como um clone do pai com avarias genéticas graves. O progenitor teria todos os genes da criança, mas a criança não teria todos os genes do pai. Metade dos cromossomos do filho teria seus cromossomos “parceiros” substituídos por uma cópia deles mesmos.
• Já se produziram mais de 400 bilhões de pecinhas Lego com o passar dos anos. Nova York e Londres estão a 700 milhões de rebites de distância. 
• A Wikipédia em inglês atualmente tem de 125 mil a 150 mil edições por dia, ou noventa a cem por minuto.
• Cerca de 10 a 20 milhões de pessoas que criaram perfis do Facebook já morreram.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

"CARTA DE AMOR AOS MORTOS" — Ava Dellaira


Autor: Ava Dellaira 
Tradução: Alyne Azuma 
Editora: Seguinte 
Ano: 2014 
Nº de páginas: 344
Dimensões: 210mm x 137mm

O livro consiste numa série de cartas, escritas por Laurel (personagem principal), como parte de uma tarefa dada por sua professora de inglês.
As cartas são endereçadas a pessoas que já morreram: Kurt Cobain, Judy Garland, Elizabeth Bishop, Amelia Earhart, River Phoenix, Janis Joplin, Jim Morrison, Amy Winehouse, Heath Ledger, Allan Lane, E. E. Cummings e John Keats. Cada destinatário é vinculado a alguma pessoa próxima a Laurel, ou a alguma situação em especial.
Por meio destas cartas, a personagem enfrenta uma série de crises. Para começar, tenta lidar com o fato de sua família ter se desintegrado: os pais se separaram, a irmã morreu, a mãe foi embora e Laurel se sente responsável por tudo.
Ademais, a protagonista acaba de entrar para uma escola nova e está tentando se situar dentro desta nova rotina.
Há também o conflito de identidade causado pelo extremo amor e admiração à irmã, e a forma distorcida como Laurel enxerga alguns problemas e personalidades ao seu redor. Essas distorções vão se desfazendo e as impressões iniciais e estereotipadas caem por terra, dando lugar a verdadeiras personalidades complexas das quais a protagonista aprende gostar e compreender.
Carta de Amor aos Mortos é um livro bastante emocional, com capítulos pequenos, narrativa intimista, e que traz várias lições sobre como lidar com os outros e com nós mesmos. Também é o tipo de história que faz o leitor se emocionar várias vezes, então prepare os lenços e boa leitura!

domingo, 12 de julho de 2015

REVIEW DO SUPERSTAR 2015

Então, minha gente. O programa acaba de acabar e cá vou eu fazer o balanço do que aconteceu durante esta temporada, a começar pelas bandas que passaram pelo palco do programa:
Big Time Orchestra - A banda conta com instrumentalistas experientes, releituras muito interessantes e um vocal rouco bem foda. Apesar disso, apresentaram poucos trabalhos autorais e, quando o fizeram, levaram um pé na bunda. Vai entender!
Consciência Tranquila - Sobra integrante, mas falta personalidade. A banda tem vários vocalistas que cantam bem, mas só isso não basta (ao menos não nesse reality em particular). Enfim: um Black Eyed Peas do Paraguai. 
Devir - Começou no apelation, fazendo mashup e releitura de músicas que estão bombando nos charts do mundo inteiro. Contudo, mais para frente apresentou trabalhos autorais interessantes e com identidade. A vocalista parece que engoliu um amplificador.
Dois Africanos -  Rola um contraste interessante entre os vocais e personalidades dos dois integrantes. A dicção as vezes (quase empre) é difícil de entender, mas as melodias conquistaram o público. Apesar disso, acho que eles 'gastaram' as melhores canções cedo, de modo que - ao meu ver - a partir da terceira participação a dupla começou a decair.
Dona Zaíra - Por um lado, roupas bizarras e poucas músicas autorais. Por outro lado, a sonoridade da banda e a voz do frontman são bastante agradáveis.
Eletronaipe - A banda do cara do The Voice.
Falange - Cantam e tocam bem, porém são bregas e só fizeram cover.
Kita - Tem alguns traços que me remetem a Metric, Sonic Youth e Controller.Controller. Bastante original, com uma vocalista estilosa detentora de uma puta voz, e instrumental para encher a sala. Faz muito bem em compor em inglês, já que a gringa oferece muito mais oportunidades às bandas novatas do que o Brasil.
Lucas e Orelha - Parecem uma versão mais R&B de Claudinho e Bochecha. Ganharam o carinho da plateia segurando mãozinha e chorando (a Fernanda Lima não acredita em suas lágrimas). São bons no que eles fazem... Pena que o que eles fazem é chato para caralho. 
Os Gonzagas - Têm um vocalista bonito e muitos coverzes. Lembro de ter assistido uma música autoral, que era ruim e resultou na eliminação da banda.
Reverse - Saiu bem cedo, apesar de ter um letrista que entende dos paranauês artísticos. Tem qualidade, apesar de eu não ser tão fã de pop rock meladinho.
Scalene - Uma mistura de Legião Urbana com várias bandas alternativas estrangeiras. Ganhou bastante aprovação com as músicas mais lentas, apesar de que as minhas preferidas foram aquelas com explosão e uma pegada mais agressiva. Tiveram problema com o playback durante a final do programa.
Scambo - Rock Alternativo meets MPB. Músicas rápidas, porém melódicas. O vocalista soa calmo, claro e agradável. Infelizmente a banda saiu bem cedo, na mesma noite em que a Kita e a Supercombo bateram ponto.
Serial Funkers - Começaram com trabalhos autorais e uma proposta de Funk americano pouco vista no Brasil. Com o tempo se tornaram adeptos de releituras de músicas famosas. Na finaleira, nem se davam o trabalho de mudar o arranjo das músicas e se tornaram banda cover. Apesar disso, não tem como não mencionar a voz do Seu Jorge leadsinger, que soa bem tanto no grave quanto no falsete.
Stereosound - Será que isso é samba?
Supercombo - Típica banda indie com refrões que vão crescendo até explodir numa mensagem inspiradora. Praticamente recriaram a música Epitáfio, que foi o único cover (que eu me lembre) feito pela banda. Vocal simples, mas melodias e letras bonitas. Saiu cedo.
The Moondogs - O filho do Moacir Franco, que não sabe ouvir crítica quieto. Músicas legais, porém muito semelhantes ao estilo Beatles de ser. Difícil ser lembrado quando: 1) se tenta demais soar como outra banda; 2) se fica na sombra de uma banda lendária.
Tianastácia - Legal, porém não apresentou nada de novo. Tentou se apoiar em sucessos antigos e acabou sendo perseguida por uma semi-fama experimentada no passado. 
Versalle - Minha favorita! Começou parecendo uma versão pálida do Los Hermanos e acabou caindo na repescagem. Saiu da repescagem com uma música explosiva, voltou a andar na corda bamba (especialmente quando teve problema com playback precedendo um cover de Mutantes bem desanimado), mas depois disso só cresceu e chegou entre as três melhores (com direito à torcida do Suricato). 
Vibrações - Voz diferente, letras bonitas e reggae autêntico. Apesar disso, saiu bem cedo da competição.
Yegor y los Bandoleros - O que acontece quando há uma fusão entre Maurício Matar e Paulo Ricardo? Aparentemente um gajo performático que, vergonha alheia a parte, tem uma voz bem bonita. Só faltou originalidade.
Grupo Zueira, Leash, Trio Sinhá Flor  - Passaram em branco.
*Vale uma menção honrosa à Facção Caipira, que poderia ter seguido adiante, não fosse a ordem das bandas e o sistema de repescagem ter passado eles para trás. 
A EQUIPE
Fernanda Lima - Diva como sempre, segurou as pontas muito bem, considerando a pressão de um programa ao vivo ainda em suas temporadas iniciais. Fernanda chamou Versalle de Versalles, foi agredida pelos instrumentos musicais alheios, foi shippada com Big, pediu pra ver cueca da sorte, lembrou o Thiaguinho que ele não chegou à final do fama, se revoltou quando suas bandas queridas foram chutadas do programa e dedurou as lágrimas fake do menino Lucas/Orelha/Nuncasaberemosqueméquem.
Rafa - Teve alguns momentos WTF, mas eles se deveram em parte aos improvisos da produção, que jogava a bola pra ela quando precisava desfazer alguma burrada. Seguiu a tendência da apresentadora-auxiliar anterior e se mostrou autêntica e engraçada.
André Marques (ou o que restou dele anyways) - Seguiu o seu velho estilo prafrentex de apresentar, já conhecido do Video Show (que anda caindo pelas tabelas, por sinal).  Fez mil e uma menções a Niterói e passou cantadas nas beldades só pra causar constrangimento ounão. 
Thiaguinho - Críticas genéricas e autopromoção foram sua maior marca. No último programa, disse se identificar com Lucas e Orelha porque se vê cantando as músicas que eles cantam. Em suma: a maior inspiração do Thiaguinho é ele mesmo.
Sandy - Teve alguns momentos constrangedores, com dancinhas de tiazona e confusão de instrumentos (não era beatbox!), mas ela se mostrou adepta à zueira e reagiu bem ás críticas. Se mostrou corajosa na hora de atribuir seus pontos decisivos, ao invés de correr da raia como c e r t a s pessoas. Também fez algumas críticas relevantes, principalmente quanto a vocais, que são a praia dela. 
Paulo Ricardo - Fez piadinhas que ninguém entendeu, usou um penteado esquisito nos primeiros programas, e ficou com as melhores bandas. De todos os jurados, pareceu ser aquele com mais conhecimento técnico. Foi queimado por um dos vocalistas (esqueci qual), que sugeriu que Paulo não estava muito aí para as suas bandas afilhadas.

MAIORES MANCADAS

• Problemas com o telão, que decidiu não subir e pronto.
• Playback do instrumental errado na hora da apresentação da Versalle.
• Votação da Versalle sendo resetada após a valha acima mencionada.
• Veto aos vídeo-comentários do Canal Riff, que não faziam nada senão beneficiar o programa (é por essas e outras que o pessoal da websfera tem resistência com a globo).
• Nova falha do Playback, desta vez durante a ÚLTIMA APRESENTAÇÃO da Scalene.
** As casas decimais já haviam sido utilizadas na outra temporada, apesar da surpresa demonstrada pelos comentaristas twitteiros e facebooketeiros.

O QUE ACHEI DA TEMPORADA
Penso que o programa fez alguns progressos em relação à última temporada. Um exemplo destes progressos foi a oportunidade - e o propósito - dada aos técnicos, que puderam salvar alguém dando-lhe os seus 7% ao final do programa. 
Ainda acho um pouco covardia o fato de algumas bandas competirem performando músicas consolidadas, enquanto outras se esforçam em trazer novidades para o cenário musical. Ao meu ver, lugar de cover é no The Voice. 
Acho a função do programa bem válida, afinal dificilmente teríamos acesso - tão cedo - às bandas que nele se apresentaram.
Por fim, apesar de não gostar dos artistas que ganharam, acredito que essa temporada foi melhor que a anterior em termos de quórum (Scalene, Versalle, Supercombo, Scambo, Kita, Reverse, etc.). 

sábado, 4 de julho de 2015

SPOILING #2: resumo da 1ª temporada de Sense 8


Sense 8 é uma série de ficção científica e drama que foi lançada pela Netflix no dia 5 de junho de 2015. O tema principal do seriado é a conexão, experimentada por oito personagens nascidos exatamente ao meso tempo, que compartilham sentidos, emoções, habilidades e informações. Tudo começa com o seguinte "prólogo":
Angelica Turing aka Enfermeira do Kill Bill. Ela pertencia a um grupo (cluster) de Sensates e deu a luz aos novos 8 wi-fi humanos que protagonizam a série. Aliás, o nascimento dos sensate novos esgotou com energias da loira. Depois disso, ela comete suicídio a pedido de Jonas Brothers Maliki. 
Jonas Maliki aka cara do Lost. Ele é o pai do grupo e mozão da Agelica. Fez a  Angelica se matar, a Nomi cair da moto e o Sussurros chegar no grupo, mas as intenções dele são boas e isso é o que importa. 
Sussurros é um velho que fica bafejando na cara das pessoas e tentando manipulá-las a fim de conseguir uma troca de olhares. Caso a criatura encare ele nos olhos, ele entra em contato com a rede de sensates da pessoa mais rápido que a Nomi consegue fazer um Porsche estacionar na frente do Will.

Dada esta pequena introdução, vamos aos personagens principais.


Capheus Van Damme - Motorista de Narobi. Otimista no matter what. Quer ajudar sua mãe, que tem AIDS, a ser propriamente medicada. Para isso trabalha como um condenado dirigindo a Van (Damme), um veículo customizado que ele usa para transportar a filha de Kabaka (aka ricasso malevolente). Porque obviamente a melhor maneira de chegar a um destino discretamente é num trabuco colorido cheio de desenhos de Jean Claude. 
Sun Bak - É a Chiquinha coreana. Empresária e lutadora da cidade de Seul. Provavelmente a Sensate que causa mais estrago no seriado. Para proteger a empresa familiar dos calotes do irmão Joong Ki-Bak, assume o crime dele e vai para a prisão viver o seu momento Orange. Não se pega com ninguém, mas dá várias porradas. Ao final, seu superprotegido irmão almofadinha fica com medo de ser enrabado, descobre as crises de remorso do pai e forja o suicídio do velho. Joong Ki-Bak também acaba levando 01 pau da Sun. #melhorpau ♥ 
Nomi Marks - Hacker de San Francisco. Aparece pela primeira vez transando, porque why not? Ela só queria viver uma vida feliz e sapatônica com sua menina de nome estranho, porém levou uma vaca da moto na parada gay. Após o incidente, foi parar no hospital, onde lhe deram uma desculpa esfarrapada para justificar a lobotomia iminente. Na ocasião, ela ainda teve que aturar a mãe pentelha, que não entendeu que o filho Mike não tem mais pepeu! Nomi foi a primeira a ser stalkeada pelo Sussurros. 
Kala Dandekar - Farmacêutica de Mumbai. Pertence a uma família tradicional e está prestes a se casar com um homem que não ama. Passa metade do seriado se sentindo culpada porque seu noivo na verdade é uma candura de menino, e faz tudo por ela. A outra metade ela passa olhando pro pinto do alemão, por quem está apaixonada. Sua contribuição mais relevante foi construir uma bomba com temperos e um monte de produtos que eu não entendi direito pra falar a verdade. 
Riley Blue - DJ islandesa que mora em Londres. Na condição de DJ, ela não tem nada para oferecer ao grupo. Muito pelo contrário, muitas vezes é a pessoa que está em apuros e deixa todo mundo com o cu na mão. Perdeu o marido num acidente de carro, pariu o bebê dentro do carro capotado (ao lado do cadáver do mozão) e perdeu a mãe. Sua contribuição mais relevante foi tirar o tira (ba dum tss) do alcance do Whispers, no último episódio. 
Wolfgang Bogdanow - Arrombador que mora em Berlim. É o mais impulsivo e polêmico dos sensate. Impediu o casamento de Kala ao aparecer desnudo para ela. Arromba cofres, mata familiares, mija no túmulo do pai e explode carros com sua bazuka. Seu melhor amigo é um rapaz parecido com o Salsicha, que atende pelo nome de Felix e compra sapatos para se sentir homem. 
Lito Rodriguez - Ator que mora na Cidade do México. É gay enrustido e pega o cara do RBD (Hernando). Ajuda os outros 7 sensates usando sua facilidade em atuar/mentir. Faz filmes de ação e fala com a voz arrastada e sotaque Mexicano. É ameaçado por um cara que acha que Lito realmente está pegando sua amada Daniela (mala). Ao final, Lito salva Daniela e reconquista o coração do RBD, que tinha ficado chateado diante das prioridades distorcidas de seu bofe. 
Will Gorski - Policial residente na cidade de Chicago. Vive seu momento Celton Melo e é pego no flagra dando um beijão de língua no vento. Suspenso da polícia após entrar contato com sensates em lugares públicos, bem como insistir em investigar histórias nas quais seu chefe comedor de rosquinhas não estava muito interessado. Viaja até a Islândia para resgatar Riley da unidade de pesquisa do Sussurros (stalker), mas acaba cometendo a gafe de olhar o velho Whispers nos olhos. Agora tem que viver dopado pra cortar o contato com o Stalker. 


Sobre a Temporada
A primeira coisa que você vê é uma abertura com takes de cidades em movimento e uma música instrumental, ao melhor estilo House of Cards. Depois de dois (!) intermináveis minutos de abertura, você chega à parte que interessa.
Achei interessante essa ideia de personagens que se complementam, se conectam e compartilham feito computadores. Os acontecimentos acontecem num ritmo perfeito (nem tedioso, nem atropelado), e têm a pitada perfeita de mistério (nem óbvio, nem confuso). 
Pra não dizer que perdi meu lado cricri do dia pra noite, aqui vão alguns detalhes que me desagradaram: as nacionalidades não-americanas são extremamente estereotipadas (a asiática pratica artes marciais, a indiana é tradicionalista, etc.); às vezes o editor erra a mão no slow motion; as cenas emocionais mostrando os quatro juntos normalmente são um pouquinho cafonas, mas isto provavelmente é um problema só para mim!
Portanto, de forma geral a série é ótima e eu não vejo a hora de ter disponível a 2ª temporada, que já foi confirmada pela Netflix. Aliás, espero que a Netflix continue explorando esse formato de história, com vários enredos entrelaçados, ao melhor estilo Orange is The New Black e The Returned. Este modelo , também visto em Game of Thrones, visivelmente está ascensão, e espero que continue assim. FIQUEM DE OLHO.


terça-feira, 16 de junho de 2015

SPOILING: resumo da 3ª temporada de Orange Is the New Black


Piper Chapman: quase morreu pra trazer a Alex de volta pra prisão e, quando conseguiu, botou guampas na coitada e nem ligou quando o lance das duas desandou pela milésima vez; virou gangstah, abriu um business de calcinhas freadas e fodeu com a vida da peguete australiana.
Alex Vause: passou de fodona para paranoica e perdeu parte de seu borogodó no processo; na sua última aparição ela estava sozinha com o cara que foi enviado para matá-la, mas ficou no ar se ela foi matada ou não. 
Larry Bloom: quem? 
Red: tá de olho na butique do Healy e conseguiu voltar para a cozinha, mas não adiantou de nada porque agora a cozinha só serve umas lavagens lá que já vêm prontas.
Taystee: pouco explorada, ficou responsável por suas girls depois que Vee foi glamurosamente atropelada pela Rosa na temporada anterior.
Nicky: seu papel foi ficar olhando esperançosamente pros saquinhos de heroína; saiu de cena cedo. 
Healy: tá de olho na butique da Red e foi fofo com ela; com os outros ele continuou exercendo sua corriqueira escrotitude. 
Stella: jogou uns charmes na Piper, ostentou borogodó e sotaque australiano; tomou no cu quando tentou roubar as dilma$ da Piper.
Claudette: kd? 
Polly: says her back hurts ♫ 
Pornstache: agora é só Porn, porque seu stache não mais pertence a este mundo; tem uma mãe mais nova que ele. 
John Bennet: resolveu ir embora do nada vai entender.
Joe Caputo: comeu a Fig, lutou contra a corporação e virou a casaca no final, correndo com os guarda e deixando as detentas desavisadas e prontas para tomar banho no lago sujo. 
Crazy Eyes: é virgem, escreveu pornôs sci-fi e ganhou o coração de outra mina tão bochechuda quanto ela. 
Pennsatucky: assumiu o lugar da Morello na van, ficou amiga da Boo, foi abusada, se vingou e botou no cu da Maritza que vai assumir a van com o moleque estupradeiro. 
Poussey: tomou biras, ficou obcecada com o pornô da Crazy Eyes, se sentiu alone, entrou pro culto da Santa Norma, entrou na água solteira e saiu casada com a Soso. 
Maria Ruiz: cara de bunda. 
Gina Murphy: team santa norma. 
Morello: achou que o correio era tinder e seduziu vários brotos; mandou darem 01 pau no Christopher; acabou casando com um rapaz depois de dois encontros. 
Maritza Ramos: usou calcinhas. 
 Sophia: viu o filho virar thug, botou a culpa no filho da Gloria Mendoza, fez barraco, levou um pau de transfóbicas e foi parar na Xu (solitária em inglês, gente). 
Gloria Mendoza: largou a cozinha e deu sermão no filho. 
Boo: ganhou uma versão teen com lentes de contato toscas, apareceu pelada usando cinta-caralho, exagerou no ativismo e foi legal com a Pennsatucky. 
Leanne: assumiu o papel de fanática pentelha outrora desempenhado pela Pennsatucky, foi amish, foi team Santa Norma. 
Daya: perdeu o bofe, barganhou o bebê umas 500 vezes, e deu patada na mãe. 
Aleida Diaz: foi uma péssima mãe, porém ciumenta (nada de novo); recuperou a moral nos 45 do segundo tempo. 
Chang: ranzinza, exótica e ousada; comeu bergamota assistindo netflix asiático, mandou matar e torturar, foi rejeitada e espinhenta. 
Fig: comeu o Caputo, salvou a prisão, mas indicou uma corporação escrota pra assumir Litchfield. 
Luschek: dedurou a Nick e ficou com o dinheiro da venda da Heroína; mostrou o cofrinho. 
Cesar: ficou com o bebê da Daya, mas depois teve a casa invadida pela polícia e agora as crias vão tudo pro conselho tutelar. 
Anita DeMarco: plantou milhos. 
Cindy: virou judia pra comer bem (aquele discurso emocionado não me convenceu). 
Flaca: abandonou a vida da costura pra ir costurar na prisão, foi presa por vender droga placebo, e foi enrabada pela Piper depois de dar pitaco onde não podia. 
Norma Romano: good vibes, matou o bofe falcatrua que a iludiu, fez cara de pug pras inmates e seus olhares movimentaram montanhas. 
Yoga: tenho uma tia que lembra ela. 
Rosa Cisneros: só apareceu num flashback; merece menção honrosa, pois liquidou a Vee e deixou este mundo (ficcional) em grande estilo. 
Irmã Ingalls: apoiou Sophia nos momentos de dificuldade. 
Soso: ficou deprimida, tentou se matar com pílulas, pegou a Poussey na finaleira. 
Wade Donaldson: Admiral Rodcocker 

Sobre a temporada 
Achei inferior às outras, com um humor mais besta e algumas mudanças bruscas injustificadas. Também acho que várias personagens perderam a complexidade e foram tratadas como caricaturas de si mesmas. Por fim, tive a impressão de que essa temporada serviu mais de gancho para a próxima, considerando a quantidade de situações que ficaram sem ser resolvidas (vide última cena da Alex). É o risco que se corre ao criar e elevar tanto as expectativas dos fãs. Apesar de tudo, serviu pra matar a saudade das laranjinhas.