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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

PARE DE RECLAMAR E CONCENTRE-SE NAS COISAS BOAS

A queixa deve acontecer raramente; críticas e fofocas nunca. A maior parte das reclamações que fazemos é apenas “poluição sonora”, prejudicial à nossa felicidade e bem-estar.


As quatro etapas para se chegar à competência são:

1. Incompetência Inconsciente:Não percebe quanto reclama. Muita gente parece viver à procura de motivos para se queixar. Se você reclamar, vai ter sempre mais do que reclamar. Reclamar significa exprimir pesar, dor ou descontentamento. Mas o fato é que, para a maioria das pessoas, reclamações não provêm de experiências tão profundamente dolorosas. Percebemos quando os outros reclamam, mas não notamos quanto nós nos queixamos. O psicólogo Robin Kowalski escreveu que muitas reclamações “envolvem uma tentativa de se despertar determinadas reações dos outros, como simpatia e aprovação". Você provavelmente já ouviu falar em doença psicossomática, causada por processos mentais do paciente, e não por causas fisiológicas. Dois terços das doenças se originam na mente. Ao reclamar de sua saúde, você está fazendo declarações negativas, que seu corpo escuta e registra. 

2. Incompetência Consciente: você está perturbadoramente alerta (consciente) da freqüência de suas reclamações (incompetência).  Você se encontra num ninho de reclamações? Vive cercado por pessoas ranzinzas? Então, é melhor prestar atenção. Tendemos a andar com pessoas que são parecidas conosco e a fugir daqueles que são diferentes. Um dos principais motivos que temos para fazer fofoca ou reclamar é parecer que somos melhores na comparação. Reclamar é se gabar. E ninguém gosta de alguém que fica se gabando. As características das pessoas à sua volta que o perturbam são justamente aquelas que você compartilha, mas de que não tem consciência. Sociólogos e psicólogos têm teorias que explicam que também reclamamos para parecer mais críticos. É uma maneira de dizer que seu padrão é realmente elevado. Uma pessoa insegura, que duvida de seu valor e questiona sua própria importância, vai se gabar e reclamar.

3. Competência Consciente:Você começa a ter consciência de tudo o que está dizendo. Se não tiver nada a dizer, permaneça em silêncio. Falar demais transmite a mensagem de que você não se sente confortável consigo mesmo. O silêncio permite que você reflita e escolha cuidadosamente suas palavras. É mais fácil conseguir o que você deseja expressando a sua vontade, em vez de reclamar da maneira como as coisas são.Alguns acreditam que criticar é uma forma eficiente de mudar o comportamento dos outros. Entretanto, costuma surtir o efeito contrário. Ninguém gosta de ser censurado. críticas. O elogio inspira a pessoa a se superar, como forma de obter mais elogios..

4. Competência Inconsciente: você deixará para trás o que não é mais necessário e perceberá que sua mente não produz mais o dilúvio de pensamentos infelizes com os quais você convivia. Se sente desconfortável quando alguém começa a se queixar ao seu lado. Você se sentirá grato por pequenas coisas – até por aquelas nas quais nem prestava atenção. Você perceberá que sentirá menos medo e menos raiva. Raiva é o medo dirigido para fora. E, por não ser mais uma pessoa que vive com medo, você atrairá menos pessoas raivosas e medrosas para a sua vida. Há momentos em que cada um de nós precisa parar e analisar o que está acontecendo em nossa vida para poder lidar melhor com uma determinada situação. Analisar não é a mesma coisa que reclamar. Analisar é compartilhar seus sentimentos sobre algo que aconteceu.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

COMO VIVER NA ERA DIGITAL



Lições Extraídas do livro de Tom Chatfield
Esse texto mistura interpretações minhas, recortes de trechos do livro e algumas curiosidades soltas. Ele tem tópicos organizados de forma mais ou menos aleatória e casual.

• Nos anos 1970 surgem os microprocessador e chegam os primeiros computadores pessoais (Desktop) → Laptop → smartphones e tablets capazes de suprir  todas as nossas necessidades de mídia e de comunicação
• Hoje existem mais páginas na WEB do que estrelas na Via Lactea. O meio digital é mais livre e dinâmico, capaz de promover a difusão de informações. Mais de 2 bilhões de  pessoas têm acesso à internet, e mais de 4 bilhões estão conectadas umas às outras via telefone celular.
• As tecnologias afetam nosso comportamento e amplificam nossas qualidades e defeitos. Por outro lado, assim como pode amplificar, a tecnologia pode reduzir as pessoas a meras coisas. Exemplos de coisificação são o cyber-bullying e o stalking, que provam que é mais fácil desumanizar e destratar alguém que não está na nossa frente. Por isso precisamos reconhecer  que as experiências humanas que são criadas pela tecnologia são mais importantes que a própria tecnologia. Como diria Tim O’Reilly: “Nunca diga na internet aquilo que você não diria pessoalmente.” 
• A mudança comportamental mais importante de todas está relacionada ao que consideramos nosso “estado de consciência” padrão: o normal é estar conectado e, para nos desconectarmos, precisamos planejar tudo previamente. Desconectados somos mais espontâneos, não temos medo de repetir o que já foi dito, tampouco nos preocupamos com a reação de pessoas que estariam "nos assistindo".
• Todas as tecnologias do mundo não podem criar algo precioso: o tempo. Por isso tentamos aproveitar nosso tempo da melhor maneira possível, inclusiva recorrendo à dinâmicas multitarefas.  A verdade, contudo, é que não temos a capacidade de dividir nossa atenção de maneira eficaz. Em vez disso, nos deslocamos rapidamente de uma tarefa para outra, de modo que mão fazemos nada direito: é o que Linda Stone chama de “atenção parcial contínua” . Ademais, por ser tão precioso, o tempo merece ser experienciado, e isso requer que não estejamos frequentemente ignorando o que acontece ao nosso redor para prestar meia-atenção às telas de nossos dispositivos. 
• A comunicação por texto é tão querida por todos porque atende nossa necessidade de controle e nossas exigência (quanto aos outros e a nós mesmos) inatingíveis. Podemos editar o texto calmamente sem deixar transparecer nossas dúvidas, falta de conhecimento, hesitação, etc.
• Mantemos uma quantidade cada vez maior de memórias importantes dentro de máquinas. Quando confiamos demais na tecnologia e de menos em nossa mente, deixamos de consolidar nossas memórias.
•  O estado mental mais difícil de ser desenvolvido na era digital sejam os devaneios que geram os impulso criativo e à paz interior. Esses pensamentos surgem em momentos “vazios” de nossa vida, que não mais existe, pois estamos constantemente pipocando de um estímulo mental para o outro.
• Temos cada vez mais acesso a softwares e hardwares, e cada vez menos compreensão de como tudo funciona. Um processo do qual os fabricantes têm encorajado cada vez mais é o de vender dispositivos e serviços que funcionam assim que saem da caixa, com pouca margem para os usuários personalizarem sua própria experiência. Com isso, podemos esperar apenas poucas melhorias e muitos abusos. Como John Naughton escreveu: "ao utilizar serviços ‘gratuitos’, é preciso aceitar que você (ou, mais especificamente, a sua identidade) é o produto deles”.
• Inovações no processamento de conjuntos de dados cada vez maiores alteraram nossa percepção e ideias sobre valor cultural e intelectual. Há muito tempo toleramos – e até mesmo requisitamos – conselhos sobre o que devemos ou não devemos gostar. Porém, quando todos nos tornamos de publicar nossos conselhos, meras proclamações individuais de conhecimento  têm pouco crédito. Praticamente tudo está hoje sob os olhares do mundo inteiro e é peneirado pelo gosto do público. Isso gera o risco de o desaparecimento da noção de excelência, em meio a amadorismo e autopromoção. Ideias e trabalhos excepcionais deixam de gerar impacto público, porque são tratadas igualmente a ideias e trabalhos banais, e as vezes até acabam sendo preteridas por serem menos fácil de digerir.
• Não importa o quão bizarro, inusitado, específico ou ilegal seja o seu gosto, sempre existirão outros como você do outro lado plenamente preparados para te atender. No campo dos relacionamentos, entre a busca por algo significativo do  Match.com  e o sexo fácil do AdultFriendFinder, existe um campo neutro como o ChatRoulette:  uma roleta-russa social, conectando pessoas aleatoriamente em conversas ao vivo via webcam e microfone. Em média as conversas duram menos de um minuto (graças à existência do botão “próximo”) e estima-se que uma em cada oito interações pode ser considerada“obscena” #nãomandanudesnão. No entanto,  o serviço também tem sido usado para diversos fins:  espetáculos de música, estudos sociológicos, aparições de celebridades, etc.
• Em outubro de 2011, de acordo com as estatísticas da empresa de monitoramento de tráfego Alexa, sexo e pornografia eram  menos interessantes para o mundo do que a Amazon, a Wikipédia, o site IMDB etc.
• A humanidade gasta mais de três bilhões de horas por semana com jogos eletrônicos. Isto  tem impactos econômicos e sociais: no WoW, já foi pago R$1076078,77 por uma estação espacial virtual; Jogadores chineses são pagos para evoluir personagens alheios; estudos apontam que a cota de satisfação pessoal gerada ao jogar Second Life é quase igual àquela gerada pelo ato de encontrar um emprego. Tudo isso indica que uma pessoa pode se sentir inclinada buscar refúgio em uma vida virtual, negligenciando a real.  O YouTube, Twitter e Facebook se parecem bastante com um jogo: recompensam seus esforços com "likes", comentários e afins; e criam um fluxo envolvente de ações e reações.  
• Com a popularização dos dispositivos portáteis (smartphones e tablets) os jogos eletrônicos estão rapidamente se tornando um passatempo universal, e não só de quem tem video-games. Eles remediam o tédio; exigem habilidade e premiam o esforço. São formas seguras por meio das quais aprendemos habilidades específicas, pois ao jogá-los sabemos que estamos num universo limitado, em que o esforço e a competência automaticamente levam ao sucesso. É o oposto da vida real, em que as possibilidades são assustadoramente variadas, e não há certeza quanto ás consequências de nossos esforços.
•A confiança declarada nos políticos está próxima dos níveis mais baixos de todos os tempos, enquanto  jornais impressos e canais de televisão estão apenas um pouco melhor que isso no que tange ao gosto e ao interesse públicos.  Para os cidadãos do século XXI, capazes de participar de grupos de muitos milhares e até mesmo milhões de pessoas, a relevância política tanto da ação quanto da inércia também cresce em ritmo constante. Em alguns países, a tecnologia possibilita a transição do poder, das mão das minorias poderosas para a mão de todos. Já em outros lugares, como a China,  o grande número de usuários não impede a prática de censura e monitoramento populacional.
• A história tradicional da mídia é uma caminhada a partir da abertura em direção ao monopólio. A natureza peculiar da internet torna a centralização muito mais difícil, mas não impossível.


domingo, 9 de agosto de 2015

O ÓDIO À POLÍCIA

Toda vez que abro alguma rede social me deparo com meia dúzia de "revolucionários" apoiando alguma causa que eles mal se deram o trabalho de analisar direito. Convenientemente esta causa quase sempre é a que todos os outros estão apoiando, porque na era da rede social, alienação vem a dar com pau.
Hoje, o que vi foi mais uma daquelas postagens generalizadas atribuindo corrupção à polícia como um todo, e tratando o criminoso como vítima da sociedade. Não me entenda errado: estudei criminologia com atenção suficiente para concluir que o nosso sistema penal é autofágico. Em outras palavras, o Estado se alimenta da merda que ele cria. Isto, todavia, não significa que a merda seja uma ilusão. Temos sim que investir na educação, ações afirmativas, sistema carcerário capaz de reinserção social, e numa cultura que não veja o criminoso como "o outro irrecuperável". No entanto, não podemos negar que, enquanto a coisa não melhora, já existe e vai continuar existindo homicídio, tráfico (de drogas, órgãos e até pessoas), estupro, roubo e por aí vai. Descobrir que o criminoso foi criado pelas circunstâncias não desfaz o mal que ele está fazendo aos indivíduos que o cercam.
Agora que cheguei onde eu queria chegaram, eis meu desabafo. Porque, saibam vocês ou não, o mal que é feito muitas vezes recai sobre os policiais. Quando isto acontece, ninguém se rebela: trata-se apenas de uma fatalidade envolvendo o policial, que estava fazendo o seu trabalho. De outro lado, contudo, se algo ocorre com um criminoso, os pseudo-politizados já começam a se debater. De repente a polícia (em abstrato, porque quase nunca as pessoas têm a sensibilidade de ao menos considerar que em todos os ramos temos competência e corrupção coexistindo) é um órgão alienado, que desrespeita os direitos humanos e que deveria ter agido com mais cautela. 
O que as pessoas falham em considerar é que o policial, que normalmente está lá cumprindo ordens, é um ser humano com medos, uma vida para preservar e família esperando em casa. Se algo acontecer a ele, não é só uma farda que está caindo por terra: É UMA PESSOA. E sim, as chances de algo acontecer aos policiais é bem grande, porque os ataques a estes profissionais (muito embora isto não seja noticiado devidamente) têm crescido drasticamente. Enquanto isso, a sociedade apedreja e solicita que as mãos dos policiais sejam ainda mais atadas que já estão.
Com este discurso não pretendo fazer vista grossa aos policiais que abusam da força e do poder, abrem fogo sem ter prova e se deixam corromper. Como eu já disse antes, existem bons e maus profissionais em todas as áreas.
Também não vou deixar passar em branco o fato de o criminoso, assim como o policial, ser ALGUÉM com direito a vida, família e novas chances.
Mas então o que fazer diante deste embate? APRENDER A CRITICAR E ATACAR O PROBLEMA CERTO. De nada adianta o povo se rebelar se não sabe ter foco e enxergar o que interessa!
A polícia segue ordens vindas de cima. Alguém com dinheiro e poder está sentado em sua confortável poltrona determinando que subordinados coloquem suas vidas em risco, bem como se sujeitem a receber represálias da sociedade maniqueísta (o policial é o mauzinho e o criminoso é o coitadinho, ou vice-versa). Este indivíduo que dá as ordens ao policial, por sua vez, atua dentro de um sistema que já é todo fodido, pois estruturado por pessoas que representam interesses fragmentados (vide a divisão do legislativo em bancadas, que se ocupam de ninharias e nunca atacam os problemas reais). Quem dá a ordem normalmente não é visto, atua por trás dos panos, e por isso não é repreendido pelo povo ou pela mídia. 
Sobra então para quem?  Para os policiais, que ganham mal, obedecem ordens, e são responsabilizados por um problema que é infinitamente mais profundo, e que nunca vai ser plenamente enxergado pelos cidadãos brasileiros: criaturas tapadas que só conseguem ver a ferida, mas nunca enxergam a causa dela

domingo, 12 de julho de 2015

REVIEW DO SUPERSTAR 2015

Então, minha gente. O programa acaba de acabar e cá vou eu fazer o balanço do que aconteceu durante esta temporada, a começar pelas bandas que passaram pelo palco do programa:
Big Time Orchestra - A banda conta com instrumentalistas experientes, releituras muito interessantes e um vocal rouco bem foda. Apesar disso, apresentaram poucos trabalhos autorais e, quando o fizeram, levaram um pé na bunda. Vai entender!
Consciência Tranquila - Sobra integrante, mas falta personalidade. A banda tem vários vocalistas que cantam bem, mas só isso não basta (ao menos não nesse reality em particular). Enfim: um Black Eyed Peas do Paraguai. 
Devir - Começou no apelation, fazendo mashup e releitura de músicas que estão bombando nos charts do mundo inteiro. Contudo, mais para frente apresentou trabalhos autorais interessantes e com identidade. A vocalista parece que engoliu um amplificador.
Dois Africanos -  Rola um contraste interessante entre os vocais e personalidades dos dois integrantes. A dicção as vezes (quase empre) é difícil de entender, mas as melodias conquistaram o público. Apesar disso, acho que eles 'gastaram' as melhores canções cedo, de modo que - ao meu ver - a partir da terceira participação a dupla começou a decair.
Dona Zaíra - Por um lado, roupas bizarras e poucas músicas autorais. Por outro lado, a sonoridade da banda e a voz do frontman são bastante agradáveis.
Eletronaipe - A banda do cara do The Voice.
Falange - Cantam e tocam bem, porém são bregas e só fizeram cover.
Kita - Tem alguns traços que me remetem a Metric, Sonic Youth e Controller.Controller. Bastante original, com uma vocalista estilosa detentora de uma puta voz, e instrumental para encher a sala. Faz muito bem em compor em inglês, já que a gringa oferece muito mais oportunidades às bandas novatas do que o Brasil.
Lucas e Orelha - Parecem uma versão mais R&B de Claudinho e Bochecha. Ganharam o carinho da plateia segurando mãozinha e chorando (a Fernanda Lima não acredita em suas lágrimas). São bons no que eles fazem... Pena que o que eles fazem é chato para caralho. 
Os Gonzagas - Têm um vocalista bonito e muitos coverzes. Lembro de ter assistido uma música autoral, que era ruim e resultou na eliminação da banda.
Reverse - Saiu bem cedo, apesar de ter um letrista que entende dos paranauês artísticos. Tem qualidade, apesar de eu não ser tão fã de pop rock meladinho.
Scalene - Uma mistura de Legião Urbana com várias bandas alternativas estrangeiras. Ganhou bastante aprovação com as músicas mais lentas, apesar de que as minhas preferidas foram aquelas com explosão e uma pegada mais agressiva. Tiveram problema com o playback durante a final do programa.
Scambo - Rock Alternativo meets MPB. Músicas rápidas, porém melódicas. O vocalista soa calmo, claro e agradável. Infelizmente a banda saiu bem cedo, na mesma noite em que a Kita e a Supercombo bateram ponto.
Serial Funkers - Começaram com trabalhos autorais e uma proposta de Funk americano pouco vista no Brasil. Com o tempo se tornaram adeptos de releituras de músicas famosas. Na finaleira, nem se davam o trabalho de mudar o arranjo das músicas e se tornaram banda cover. Apesar disso, não tem como não mencionar a voz do Seu Jorge leadsinger, que soa bem tanto no grave quanto no falsete.
Stereosound - Será que isso é samba?
Supercombo - Típica banda indie com refrões que vão crescendo até explodir numa mensagem inspiradora. Praticamente recriaram a música Epitáfio, que foi o único cover (que eu me lembre) feito pela banda. Vocal simples, mas melodias e letras bonitas. Saiu cedo.
The Moondogs - O filho do Moacir Franco, que não sabe ouvir crítica quieto. Músicas legais, porém muito semelhantes ao estilo Beatles de ser. Difícil ser lembrado quando: 1) se tenta demais soar como outra banda; 2) se fica na sombra de uma banda lendária.
Tianastácia - Legal, porém não apresentou nada de novo. Tentou se apoiar em sucessos antigos e acabou sendo perseguida por uma semi-fama experimentada no passado. 
Versalle - Minha favorita! Começou parecendo uma versão pálida do Los Hermanos e acabou caindo na repescagem. Saiu da repescagem com uma música explosiva, voltou a andar na corda bamba (especialmente quando teve problema com playback precedendo um cover de Mutantes bem desanimado), mas depois disso só cresceu e chegou entre as três melhores (com direito à torcida do Suricato). 
Vibrações - Voz diferente, letras bonitas e reggae autêntico. Apesar disso, saiu bem cedo da competição.
Yegor y los Bandoleros - O que acontece quando há uma fusão entre Maurício Matar e Paulo Ricardo? Aparentemente um gajo performático que, vergonha alheia a parte, tem uma voz bem bonita. Só faltou originalidade.
Grupo Zueira, Leash, Trio Sinhá Flor  - Passaram em branco.
*Vale uma menção honrosa à Facção Caipira, que poderia ter seguido adiante, não fosse a ordem das bandas e o sistema de repescagem ter passado eles para trás. 
A EQUIPE
Fernanda Lima - Diva como sempre, segurou as pontas muito bem, considerando a pressão de um programa ao vivo ainda em suas temporadas iniciais. Fernanda chamou Versalle de Versalles, foi agredida pelos instrumentos musicais alheios, foi shippada com Big, pediu pra ver cueca da sorte, lembrou o Thiaguinho que ele não chegou à final do fama, se revoltou quando suas bandas queridas foram chutadas do programa e dedurou as lágrimas fake do menino Lucas/Orelha/Nuncasaberemosqueméquem.
Rafa - Teve alguns momentos WTF, mas eles se deveram em parte aos improvisos da produção, que jogava a bola pra ela quando precisava desfazer alguma burrada. Seguiu a tendência da apresentadora-auxiliar anterior e se mostrou autêntica e engraçada.
André Marques (ou o que restou dele anyways) - Seguiu o seu velho estilo prafrentex de apresentar, já conhecido do Video Show (que anda caindo pelas tabelas, por sinal).  Fez mil e uma menções a Niterói e passou cantadas nas beldades só pra causar constrangimento ounão
Thiaguinho - Críticas genéricas e autopromoção foram sua maior marca. No último programa, disse se identificar com Lucas e Orelha porque se vê cantando as músicas que eles cantam. Em suma: a maior inspiração do Thiaguinho é ele mesmo.
Sandy - Teve alguns momentos constrangedores, com dancinhas de tiazona e confusão de instrumentos (não era beatbox!), mas ela se mostrou adepta à zueira e reagiu bem ás críticas. Se mostrou corajosa na hora de atribuir seus pontos decisivos, ao invés de correr da raia como c e r t a s pessoas. Também fez algumas críticas relevantes, principalmente quanto a vocais, que são a praia dela. 
Paulo Ricardo - Fez piadinhas que ninguém entendeu, usou um penteado esquisito nos primeiros programas, e ficou com as melhores bandas. De todos os jurados, pareceu ser aquele com mais conhecimento técnico. Foi queimado por um dos vocalistas (esqueci qual), que sugeriu que Paulo não estava muito aí para as suas bandas afilhadas.

MAIORES MANCADAS

• Problemas com o telão, que decidiu não subir e pronto.
• Playback do instrumental errado na hora da apresentação da Versalle.
• Votação da Versalle sendo resetada após a valha acima mencionada.
• Veto aos vídeo-comentários do Canal Riff, que não faziam nada senão beneficiar o programa (é por essas e outras que o pessoal da websfera tem resistência com a globo).
• Nova falha do Playback, desta vez durante a ÚLTIMA APRESENTAÇÃO da Scalene.
** As casas decimais já haviam sido utilizadas na outra temporada, apesar da surpresa demonstrada pelos comentaristas twitteiros e facebooketeiros.

O QUE ACHEI DA TEMPORADA
Penso que o programa fez alguns progressos em relação à última temporada. Um exemplo destes progressos foi a oportunidade - e o propósito - dada aos técnicos, que puderam salvar alguém dando-lhe os seus 7% ao final do programa. 
Ainda acho um pouco covardia o fato de algumas bandas competirem performando músicas consolidadas, enquanto outras se esforçam em trazer novidades para o cenário musical. Ao meu ver, lugar de cover é no The Voice
Acho a função do programa bem válida, afinal dificilmente teríamos acesso - tão cedo - às bandas que nele se apresentaram.
Por fim, apesar de não gostar dos artistas que ganharam, acredito que essa temporada foi melhor que a anterior em termos de quórum (Scalene, Versalle, Supercombo, Scambo, Kita, Reverse, etc.). 

sábado, 4 de julho de 2015

SPOILING #2: resumo da 1ª temporada de Sense 8


Sense 8 é uma série de ficção científica e drama que foi lançada pela Netflix no dia 5 de junho de 2015. O tema principal do seriado é a conexão, experimentada por oito personagens nascidos exatamente ao meso tempo, que compartilham sentidos, emoções, habilidades e informações. Tudo começa com o seguinte "prólogo":
Angelica Turing aka Enfermeira do Kill Bill. Ela pertencia a um grupo (cluster) de Sensates e deu a luz aos novos 8 wi-fi humanos que protagonizam a série. Aliás, o nascimento dos sensate novos esgotou com energias da loira. Depois disso, ela comete suicídio a pedido de Jonas Brothers Maliki. 
Jonas Maliki aka cara do Lost. Ele é o pai do grupo e mozão da Agelica. Fez a  Angelica se matar, a Nomi cair da moto e o Sussurros chegar no grupo, mas as intenções dele são boas e isso é o que importa. 
Sussurros é um velho que fica bafejando na cara das pessoas e tentando manipulá-las a fim de conseguir uma troca de olhares. Caso a criatura encare ele nos olhos, ele entra em contato com a rede de sensates da pessoa mais rápido que a Nomi consegue fazer um Porsche estacionar na frente do Will.

Dada esta pequena introdução, vamos aos personagens principais.


Capheus Van Damme - Motorista de Narobi. Otimista no matter what. Quer ajudar sua mãe, que tem AIDS, a ser propriamente medicada. Para isso trabalha como um condenado dirigindo a Van (Damme), um veículo customizado que ele usa para transportar a filha de Kabaka (aka ricasso malevolente). Porque obviamente a melhor maneira de chegar a um destino discretamente é num trabuco colorido cheio de desenhos de Jean Claude. 
Sun Bak - É a Chiquinha coreana. Empresária e lutadora da cidade de Seul. Provavelmente a Sensate que causa mais estrago no seriado. Para proteger a empresa familiar dos calotes do irmão Joong Ki-Bak, assume o crime dele e vai para a prisão viver o seu momento Orange. Não se pega com ninguém, mas dá várias porradas. Ao final, seu superprotegido irmão almofadinha fica com medo de ser enrabado, descobre as crises de remorso do pai e forja o suicídio do velho. Joong Ki-Bak também acaba levando 01 pau da Sun. #melhorpau ♥ 
Nomi Marks - Hacker de San Francisco. Aparece pela primeira vez transando, porque why not? Ela só queria viver uma vida feliz e sapatônica com sua menina de nome estranho, porém levou uma vaca da moto na parada gay. Após o incidente, foi parar no hospital, onde lhe deram uma desculpa esfarrapada para justificar a lobotomia iminente. Na ocasião, ela ainda teve que aturar a mãe pentelha, que não entendeu que o filho Mike não tem mais pepeu! Nomi foi a primeira a ser stalkeada pelo Sussurros. 
Kala Dandekar - Farmacêutica de Mumbai. Pertence a uma família tradicional e está prestes a se casar com um homem que não ama. Passa metade do seriado se sentindo culpada porque seu noivo na verdade é uma candura de menino, e faz tudo por ela. A outra metade ela passa olhando pro pinto do alemão, por quem está apaixonada. Sua contribuição mais relevante foi construir uma bomba com temperos e um monte de produtos que eu não entendi direito pra falar a verdade. 
Riley Blue - DJ islandesa que mora em Londres. Na condição de DJ, ela não tem nada para oferecer ao grupo. Muito pelo contrário, muitas vezes é a pessoa que está em apuros e deixa todo mundo com o cu na mão. Perdeu o marido num acidente de carro, pariu o bebê dentro do carro capotado (ao lado do cadáver do mozão) e perdeu a mãe. Sua contribuição mais relevante foi tirar o tira (ba dum tss) do alcance do Whispers, no último episódio. 
Wolfgang Bogdanow - Arrombador que mora em Berlim. É o mais impulsivo e polêmico dos sensate. Impediu o casamento de Kala ao aparecer desnudo para ela. Arromba cofres, mata familiares, mija no túmulo do pai e explode carros com sua bazuka. Seu melhor amigo é um rapaz parecido com o Salsicha, que atende pelo nome de Felix e compra sapatos para se sentir homem. 
Lito Rodriguez - Ator que mora na Cidade do México. É gay enrustido e pega o cara do RBD (Hernando). Ajuda os outros 7 sensates usando sua facilidade em atuar/mentir. Faz filmes de ação e fala com a voz arrastada e sotaque Mexicano. É ameaçado por um cara que acha que Lito realmente está pegando sua amada Daniela (mala). Ao final, Lito salva Daniela e reconquista o coração do RBD, que tinha ficado chateado diante das prioridades distorcidas de seu bofe. 
Will Gorski - Policial residente na cidade de Chicago. Vive seu momento Celton Melo e é pego no flagra dando um beijão de língua no vento. Suspenso da polícia após entrar contato com sensates em lugares públicos, bem como insistir em investigar histórias nas quais seu chefe comedor de rosquinhas não estava muito interessado. Viaja até a Islândia para resgatar Riley da unidade de pesquisa do Sussurros (stalker), mas acaba cometendo a gafe de olhar o velho Whispers nos olhos. Agora tem que viver dopado pra cortar o contato com o Stalker. 


Sobre a Temporada
A primeira coisa que você vê é uma abertura com takes de cidades em movimento e uma música instrumental, ao melhor estilo House of Cards. Depois de dois (!) intermináveis minutos de abertura, você chega à parte que interessa.
Achei interessante essa ideia de personagens que se complementam, se conectam e compartilham feito computadores. Os acontecimentos acontecem num ritmo perfeito (nem tedioso, nem atropelado), e têm a pitada perfeita de mistério (nem óbvio, nem confuso). 
Pra não dizer que perdi meu lado cricri do dia pra noite, aqui vão alguns detalhes que me desagradaram: as nacionalidades não-americanas são extremamente estereotipadas (a asiática pratica artes marciais, a indiana é tradicionalista, etc.); às vezes o editor erra a mão no slow motion; as cenas emocionais mostrando os quatro juntos normalmente são um pouquinho cafonas, mas isto provavelmente é um problema só para mim!
Portanto, de forma geral a série é ótima e eu não vejo a hora de ter disponível a 2ª temporada, que já foi confirmada pela Netflix. Aliás, espero que a Netflix continue explorando esse formato de história, com vários enredos entrelaçados, ao melhor estilo Orange is The New Black e The Returned. Este modelo , também visto em Game of Thrones, visivelmente está ascensão, e espero que continue assim. FIQUEM DE OLHO.


domingo, 3 de maio de 2015

ENCALHEI NO MEU IDIOMA - #Paragrafão

De acordo com a wikipédia, pensamentos são "reações representativas causadas por estímulos de reações químicas internas ou fatores ambientais externos". Ok, mas que meio devemos utilizar para transformar essas abstratas reações representativas em algo definido e compreensível? A linguagem (corporal, verbal, simbólica, escrita, e até a vozinha que fica narrando os acontecimentos dentro da nossa cabeça), claro! Mas será que a linguagem é realmente uma ferramenta efetiva? Quantas reações representativas foram ignoradas simplesmente porque não puderam ser traduzidas em palavras? Quantas vezes modelamos as nossas reações representativas para que elas coubessem numa explicação verbal? E quantas vezes essas reações representativas, já previamente modeladas ao serem cuspidas para o mundo exterior, foram remodeladas quando escutadas e (talvez equivocadamente) interpretadas pelo receptor da cuspidela?  E será que verbalizar precariamente estas reações representativas não é mentir para nós mesmos quanto à amplitude delas? Será que a linguagem não é uma ferramenta fadada a tornar as coisas simplistas? É como se estivéssemos destinados a permanecer enclausurados em nossas próprias cabeças! A nossa lógica de pensamentos está intimamente ligada/limitada pelo idioma que falamos. Tudo bem que, segundo o compêndio Ethnologue, existem 6.912 idiomas em todo o mundo (além da possibilidade de centenas de outros idiomas não catalogados) e que cada um deles tem milhares de palavras que, por vezes, sequer podem ser traduzidas para outros idiomas. Contudo, a maioria gritante das pessoas só sabe falar uma ou duas línguas. Por isso, quando for abrir a boca para comentar as esquisitices de outro povo, ou quando for se gabar de sua notável inteligência, lembre-se: você e eu somos só criaturinhas medíocres encalhadas no(s) próprio(s) idioma(s).