quarta-feira, 17 de junho de 2015

10 ÁLBUNS FAVORITOS (um por banda)



FAIXAS FAVORITAS: Lounge Act e Very Ape

Coral Fang

FAIXAS FAVORITAS: Dismantle Me e Hall of Mirrors


FAIXAS FAVORITAS: Blackball e Tehran


FAIXAS FAVORITAS: ATWA e Forest


FAIXAS FAVORITAS: Violet e Gutless


FAIXAS FAVORITAS: Out of The Black e Come on Over


FAIXAS FAVORITAS: Molly's Chambers e Happy Alone


FAIXAS FAVORITAS: Jean is Dead e I'm Not a Punk


FAIXAS FAVORITAS: Gouge Away e Crackity Jones


FAIXAS FAVORITAS: A Taste of Honey e Do You Want to Know a Secret





terça-feira, 16 de junho de 2015

SPOILING: resumo da 3ª temporada de Orange Is the New Black


Piper Chapman: quase morreu pra trazer a Alex de volta pra prisão e, quando conseguiu, botou guampas na coitada e nem ligou quando o lance das duas desandou pela milésima vez; virou gangstah, abriu um business de calcinhas freadas e fodeu com a vida da peguete australiana.
Alex Vause: passou de fodona para paranoica e perdeu parte de seu borogodó no processo; na sua última aparição ela estava sozinha com o cara que foi enviado para matá-la, mas ficou no ar se ela foi matada ou não. 
Larry Bloom: quem? 
Red: tá de olho na butique do Healy e conseguiu voltar para a cozinha, mas não adiantou de nada porque agora a cozinha só serve umas lavagens lá que já vêm prontas.
Taystee: pouco explorada, ficou responsável por suas girls depois que Vee foi glamurosamente atropelada pela Rosa na temporada anterior.
Nicky: seu papel foi ficar olhando esperançosamente pros saquinhos de heroína; saiu de cena cedo. 
Healy: tá de olho na butique da Red e foi fofo com ela; com os outros ele continuou exercendo sua corriqueira escrotitude. 
Stella: jogou uns charmes na Piper, ostentou borogodó e sotaque australiano; tomou no cu quando tentou roubar as dilma$ da Piper.
Claudette: kd? 
Polly: says her back hurts ♫ 
Pornstache: agora é só Porn, porque seu stache não mais pertence a este mundo; tem uma mãe mais nova que ele. 
John Bennet: resolveu ir embora do nada vai entender.
Joe Caputo: comeu a Fig, lutou contra a corporação e virou a casaca no final, correndo com os guarda e deixando as detentas desavisadas e prontas para tomar banho no lago sujo. 
Crazy Eyes: é virgem, escreveu pornôs sci-fi e ganhou o coração de outra mina tão bochechuda quanto ela. 
Pennsatucky: assumiu o lugar da Morello na van, ficou amiga da Boo, foi abusada, se vingou e botou no cu da Maritza que vai assumir a van com o moleque estupradeiro. 
Poussey: tomou biras, ficou obcecada com o pornô da Crazy Eyes, se sentiu alone, entrou pro culto da Santa Norma, entrou na água solteira e saiu casada com a Soso. 
Maria Ruiz: cara de bunda. 
Gina Murphy: team santa norma. 
Morello: achou que o correio era tinder e seduziu vários brotos; mandou darem 01 pau no Christopher; acabou casando com um rapaz depois de dois encontros. 
Maritza Ramos: usou calcinhas. 
 Sophia: viu o filho virar thug, botou a culpa no filho da Gloria Mendoza, fez barraco, levou um pau de transfóbicas e foi parar na Xu (solitária em inglês, gente). 
Gloria Mendoza: largou a cozinha e deu sermão no filho. 
Boo: ganhou uma versão teen com lentes de contato toscas, apareceu pelada usando cinta-caralho, exagerou no ativismo e foi legal com a Pennsatucky. 
Leanne: assumiu o papel de fanática pentelha outrora desempenhado pela Pennsatucky, foi amish, foi team Santa Norma. 
Daya: perdeu o bofe, barganhou o bebê umas 500 vezes, e deu patada na mãe. 
Aleida Diaz: foi uma péssima mãe, porém ciumenta (nada de novo); recuperou a moral nos 45 do segundo tempo. 
Chang: ranzinza, exótica e ousada; comeu bergamota assistindo netflix asiático, mandou matar e torturar, foi rejeitada e espinhenta. 
Fig: comeu o Caputo, salvou a prisão, mas indicou uma corporação escrota pra assumir Litchfield. 
Luschek: dedurou a Nick e ficou com o dinheiro da venda da Heroína; mostrou o cofrinho. 
Cesar: ficou com o bebê da Daya, mas depois teve a casa invadida pela polícia e agora as crias vão tudo pro conselho tutelar. 
Anita DeMarco: plantou milhos. 
Cindy: virou judia pra comer bem (aquele discurso emocionado não me convenceu). 
Flaca: abandonou a vida da costura pra ir costurar na prisão, foi presa por vender droga placebo, e foi enrabada pela Piper depois de dar pitaco onde não podia. 
Norma Romano: good vibes, matou o bofe falcatrua que a iludiu, fez cara de pug pras inmates e seus olhares movimentaram montanhas. 
Yoga: tenho uma tia que lembra ela. 
Rosa Cisneros: só apareceu num flashback; merece menção honrosa, pois liquidou a Vee e deixou este mundo (ficcional) em grande estilo. 
Irmã Ingalls: apoiou Sophia nos momentos de dificuldade. 
Soso: ficou deprimida, tentou se matar com pílulas, pegou a Poussey na finaleira. 
Wade Donaldson: Admiral Rodcocker 

Sobre a temporada 
Achei inferior às outras, com um humor mais besta e algumas mudanças bruscas injustificadas. Também acho que várias personagens perderam a complexidade e foram tratadas como caricaturas de si mesmas. Por fim, tive a impressão de que essa temporada serviu mais de gancho para a próxima, considerando a quantidade de situações que ficaram sem ser resolvidas (vide última cena da Alex). É o risco que se corre ao criar e elevar tanto as expectativas dos fãs. Apesar de tudo, serviu pra matar a saudade das laranjinhas.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

5 FILÓSOFOS #2

Gottfried Wilhelm Leibniz: afirmava que o universo é composto de mônadas (substâncias indivisíveis e metafísicas); foi o primeiro filósofo alemão a criar um sistema universal filosófico e, portanto, tinha conhecimento em diversas áreas (de táticas militares ao sistema binário); é responsável por diversas invenções; foi extremamente ativo até o fim de sua vida, e teve vários cargos e relacionamentos com autoridades importantes.  
Arthur Schopenhauer:  foi um burguês pessimista, egocêntrico e machista que via a vida como um sonho ruim, e que despertaríamos para nosso estado original; acreditava que só temos contato com a representação (captada pelos sentidos) das coisas e pessoas, e pregava a importância de nos voltarmos para nosso interior (o único "lugar" onde encontramos a algo real, e não mera representação); falava a respeito do papel da vontade por trás das representações; influenciou outros grandes filósofos, dentre eles Nietzsche.
 
São Tomás de Aquino: foi um padre fortemente influenciado por Aristóteles; tentava conciliar a razão e a fé, ao invés de assumir (como fazia a igreja da época) que as duas podiam se contradizer por serem diferentes; acreditava que o propósito final é o bem, e que todos buscam este bem (nem que seja o próprio bem às custas dos outros); adepto à teoria do "primeiro motor",  entendia que tudo é motivado por algo, exceto aquilo que motivou tudo (Deus);
Ludwig Wittgenstein: era conhecido por seu gênio difícil e arrogância; entendia que a filosofia não podia mudar ou resolver nada, pois só deixava as coisas como estão; entendia que há alguns assuntos sobre os quais não somos capazes de falar; posicionou-se contra a própria filosofia e muitas vezes se tornava obcecado com detalhes e problemas linguísticos;  não era incomum que se preocupasse mais em fazer proposições impactantes que fundamentá-las. 
Baruch de Spinoza: era um judeu que manufaturava lentes para sobreviver; tentou ver o mundo de forma racional; universo e deus eram a mesma coisa (panteísmo);  inspirou a admiração de alguns (como Leibniz) e ódio de outros (como Hume); criticado por questionar passagens da bíblia, como os milagres; entendia que o Governo só deveria servir para promover a segurança os cidadãos; 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

POLUIÇÃO

Era uma metrópole como qualquer outra. Seu céu há muito tinha sido escondido por uma camada grossa de fumaça cinzenta. Havia também os edifícios, com suas fachadas desgastadas e pichações cheias de ódio. Por entre os edifícios os carros fluíam lentamente e se amontoavam. As ruas eram tomadas pelo coro de buzinas, que se somava ao som dos estouros de escapamento e marteladas vindas das construções. Ladeando as ruas estavam as calçadas, sempre cheias de pedestres, guimbas de cigarro e embalagens plásticas. 
João estava voltando de sua primeira viajem. Nunca tinha abandonado a metrópole antes, de modo que, por estar habituado a tudo, nunca tinha questionado a maneira como as coisas funcionavam. Contudo, aquilo mudou assim que ele regressou à sua cidade. 
Tão logo desceu do taxi, a primeira coisa que viu foi uma chaminé industrial cuspindo nuvens e mais nuvens negras de fumaça. Contrariado, João continuou andando e percebeu que já se sentia cansado e ofegante. Seus olhos ardiam e não conseguiam enxergar através da neblina fedorenta que se espalhava por todo canto. Não tardaria a perceber que aquilo não era neblina, mas sim fumaça, desta vez brotando dos escapamentos dos carros. Não fosse isso suficiente, havia também a barulheira incessante, que logo perturbou o rapaz e fez com que ele apertasse o passo para chegar logo ao seu apartamento. 
Foi só ao sentar no sofá da sala que João viu que havia um papel amassado grudado ao seu sapato. Intrigado, ele estendeu a mão, pegou o papel, desamassou-o e leu a mensagem: "vá se danar".

É preciso parar com esse hábito de ver a poluição como um monstro de sete cabeças. Quando fazemos isso, simplesmente nos conformamos com o problema e aguardamos uma solução milagrosa (provavelmente em forma de tecnologia). 
Ocorre que não precisamos esperar pela tecnologia perfeita. Já é possível que nossa rotina seja positivamente ajustada. Boa parte destas mudanças vem da educação, que deve conscientizar as pessoas sobre os malefícios de jogar lixo nas ruas, contribuir para a poluição sonora e danificar o patrimônio público ou propriedades privadas. Há também uma resposta tecnológica: os carros elétricos, que sabidamente poluem menos que outros veículos. Por fim temos a necessidade de regulamentação da atividade industrial, que continua optando pela forma mais barata de produção, pois aparentemente o bolso do industrial é mais relevante que os pulmões de populações inteiras. 
Portanto, a mudança do status atual depende muito de iniciativa individual, e isso não é novidade. A novidade é que essa iniciativa é constantemente tratada como grande sacrifício. Em outras palavras, passamos a enxergar nossos atos nocivos como insubstituíveis e indispensáveis à sobrevivência, o que é um equívoco grande e que ainda nos prejudicará muito.

sábado, 9 de maio de 2015

5 FILÓSOFOS

Derrida: afirmava que muito do que pensamos se perde quando restringimos este pensamento por meio da verbalização.
Hume: entendia que nós não entramos em contato direto com o mundo ao nosso redor, mas sim o experienciamos por meio de nossos sentidos; e que também não percebemos a causalidade, apenas a imaginamos ao observar dois acontecimentos em sequencia.
Maquiavel: era realista e admitia a existência de características humanas que nós normalmente tendemos a omitir, mas usava esse realismo como uma desculpa para legitimar o fato de ele dar maus conselhos. Ex: "para conseguir isso você tem que fazer algo horrível, mas a sociedade é horrível, então tudo bem".
Marx: alegava que a história da humanidade é marcada pela luta de classes; entendia que a oferta e a procura deveriam dar lugar à capacidade (de quem produz) e necessidade (de quem adquire); defendia a tomada dos meios de produção pelo Estado, que sairia de cena após equalizar situação; e lutava pelo desaparecimento das classes sociais e da mais valia.
Heidegger: Desejava trazer a filosofia de volta ao momento pré-socrático, quando as indagações filosóficas giravam em torno do "ser". Condenava os fúteis e nada autênticos comportamentos de massa (exceto os germânicos). Acreditava que a única língua na qual poder-se-ia filosofar propriamente era o alemão, posto que derivada do grego (e não do morto Latim). 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

MONTAGE OF HECK - Opinião pessoal e minhas conclusões



Hoje assisti o documentário sobre a vida do Kurt Cobain, dirigido por Brett Morgen e produzido pela Frances Cobain. 
É bastante surpreendente que existam tantos registros audiovisuais de alguém. É como se o Kurt tivesse estrelado todo o curto filme da sua vida, mesmo nos momentos em que ele estava de saco cheio de ser o centro das atenções.
Me emocionei mais ao assistir as imagens da infância dele. Talvez tenha me sentido assim porque assisti tudo com a consciência de que aquela felicidade e receptividade não durariam muito tempo.
Um dos aspectos da vida dele que ficou bem claro foi a transição, de bebê super bajulado pela família inteira, para adolescente constantemente enxotado pelos mesmos familiares.
As histórias sobre a juventude do Cobain, assim como sua ambição e  aversão à humilhação, não foram recebidas com surpresa. Boa parte do que é relatado no documentário já era tratado no "Heavier than heaven" e nos "Journals", obras que já li.
Uma imagem que marcou foi a do Kurt segurando a Frances, que estava prestes a receber seu primeiro corte de cabelo. Durante o evento, Courtney diz ao marido que ele não deveria se comportar como um drogado na frente da filha, e ele contra-argumenta afirmando que está cansado. 
Mas a imagem que mais me marcou foi a da Courtney sentada na banheira, segurando a Frances no colo enquanto Kurt filmava as duas. Com ares de surpresa ela disse algo do tipo "I kind of feel happy right now!" (Eu meio que me sinto feliz agora!). É quase como se aquilo fosse incomum, ou como se ela quisesse informar ou convencer o Kurt disso. Mas isso, óbvio, é só a minha percepção do que aconteceu.
Falando em percepção, a minha impressão final foi a de que Kurt manteve, até o fim de sua vida, um pouco da infantilidade (Tracy e Courtney que o digam) e hiperatividade que o caracterizavam como criança. Ele me pareceu ser um supersensível e intenso jovem que trabalhou muito para conquistar algo, mas quando chegou lá, descobriu que era uma bosta e ficou preso entre jogar tudo no lixo ou continuar vivo na memória das pessoas. Lamentavelmente, foi através do suicídio que ele conciliou esses dois caminhos.