Mostrando postagens com marcador psicologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador psicologia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de maio de 2019

LISTICLE (LISTAS)

(http://listiclegenerator.tumblr.com/)

Listicle é uma junção das palavras "list" e "article". Assim, poderia ser livremente trazido para Listigo (lista + artigo) e, como o nome sugere, é uma forma de escrita curta que usa uma lista como sua estrutura temática, mas é suficientemente aperfeiçoada a ponto de ser publicada como um artigo. Dois sites famosos que comumente fazem Listicles são Buzzfeed e Listverse. 
É comum que este tipo de escrita também seja visto não só em sites de artigos, como também em roteiros para vídeos - sobretudo na plataforma Youtube.
O listicle tipicamente traz em si um número cardeal em seu título, e é comum - embora não obrigatório - que implique julgamento qualitativo que influencia na ordem dos tópicos.  Não raramente, em portais mais informais, os listicles vêm acompanhados de GIFs ou imagens estáticas. 
Algumas dicas para escrever um bom artigo nesta modalidade são: adotar abordagens inesperadas sobre qualquer tópico que seja; mapear cada tópico do artigo, para então finalmente preencher os pontos com a substância do tema; os títulos dos tópicos devem ser claros e específicos, porém deixar margem para curiosidade; os GIFs devem reforçar o tema de cada tópico; é importante escrever uma conclusão, ao invés de simplesmente terminar o texto abruptamente. 
Dentre os temas possíveis estão: opiniões pessoais, conselhos, notícias e pesquisas. Já as estruturas possíveis são principalmente duas: poucos tópicos com argumentos bem desenvolvidos; muitos tópicos com argumentos breves e superficiais. 
O site Bustle adota o seguinte formato: 
  • introdução de 220 a 300 palavras; 
  • 7 ou mais tópicos; 
  • 1 ou 2 parágrafos embaixo de cada GIF;
  • se a lista tiver mais de 15 tópicos, a introdução terá o mesmo tamanho, mas cada ponto deve ter somente entre 1 e 3 linhas sob cada GIF;
  • o resultado total/final deve ter de 700 a 1300 palavras.
Entre os listicles mais antigos e conhecidos estão os Dez Mandamentos e as 95 teses de Martinho Lutero.
Psicologicamente, este tipo de artigo atrai por prometer condensar qualquer assunto em um número de fatos, além de deixar o leitor consciente de quanto falta para o fim do texto. Além disso, cada tópico é completo em si mesmo, de modo que a leitura pode ser abandonada a qualquer momento sem um sentimento de culpa. Finalmente, as listas dão a ideia de ordem, e tornam a tarefa de "costurar o texto" mais fácil para quem o escreve.
Nossa geração recebe, a todo tempo, uma enxurrada de informações, e tem disponível uma quantidade ainda maior de artigos, livros, documentários etc. Estamos consumindo informação num rítmo maior que costumávamos há alguns anos, embora nossa memória de curto prazo continue limitada. 
Infelizmente, nem todo esse material disponível é de qualidade, o que nos leva a ter a necessidade de filtrá-lo. Os listicles facilitam  que classifiquemos um assunto como "vale a pena o tempo" ou "deixa pra lá". Isto porque listicle viabiliza a  "leitura inspecional" (tradução livre), termo cunhado pelo autor Mortimer Adler. É um tipo de leitura superficial que nos permite identificar o modelo da escrita e avaliar se vale a pena realizar a leitura aprofundada. Isto faz com que aproveitemos melhor nosso tempo, bem como nos lembra que não há mal em abandonar uma leitura quando esta é desinteressante, simplesmente porque já investimos muito tempo nela.
Manter contato com leituras interessantes é vital, dadas as evidências de que a leitura  estimula mudanças cerebrais que nos tornam mais inteligentes, não só pela informação absorvida, mas também pela otimização da performance mental. Além disso, listicles são boas maneiras de nos prover informações superficiais sobre tópicos variados.
Assim, a despeito das críticas, as listas - bem escritas - têm suas vantagens. Elas servem como um primeiro passo para escolher em quais os assuntos vamos nos aprofundar, dispensando tempo para leituras mais complexas e fluidas. 


___________
FONTES

Wikipédia.
Bustle.
The Guardian.
Forbes.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

INTROVERSÃO


O QUE SÃO, DO QUE SE ALIMENTAM, ETC.
Introversão e timidez são coisas diferentes. Segundo Susan Cain, introvertidos recarregam suas baterias estando as sós; extrovertidos precisam recarregar quando eles não socializam o suficiente. Introversão e extroversão, contudo, não são uma classificação binária. É um espectro: algumas pessoas vão mais para um extremo e outras pessoas se aproximam mais do outro.
Shawna Courter explica a ideia de "ressaca introvertida", que acontece quando um introvertido tem a agenda cheia de eventos sociais, não havendo tempo para ficar sozinho e recarregar suas bateriais mentais. Essa ressaca muda ligeiramente de pessoa para pessoa, mas existem alguns sintomas mais comuns, tais como  zunidos nos ouvidos, vista cansada e mãos suadas. Nesta situação você sente que sua mente quer se desligar e há uma necessidade de bloquear estímulos e buscar isolamento num ambiente confortável (o lar!). 
Uma pesquisa feita na Universidade de Virgínia apurou que extrovertidos preferem receber pequenas descargas elétricas a passar muito tempo encarando o nada. De outro lado, passar horas perdido em pensamentos não parece incomodar os introvertidos.

NÃO É TÃO SIMPLES ASSIM
Há quem argumente que se rotular de introvertido pode limitar a maneira como você se entende. Isto porque introversão/extroversão é só uma das 5 dimensões da personalidade. As outras são:
  1. Agreeableness (Amabilidade) → Determina a orientação em relacionamentos, demonstrando o quão caloroso, amoroso e acomodado alguém pode ser.
  2. Conscientiousness (Conscienciosidade) → Relativo a maneira como se lida com responsabilidades. Pessoas mais conscientes são mais responsáveis e menos inovadoras.
  3. Neuroticism (Neuroticismo) → Diz respeito a quanto estimulo sobrecarrega alguém. Tem a ver com ansiedade e preocupação.
  4. Openness (Receptividade) → Referente a necessidade de experienciar coisas novas e encontrar novas informações.
Assim como acontece com introversão/extroversão, estas quatro outra dimensões também são espectros (você pode não ser só um dos extremos, mas sim ter um pouco de cada).
Para complementar, Jonathan Cheek criou quatro subcategorias dentro do conceito de introversão. Assim, existem os introvertidos:

  1. sociais: preferem interagir com grupos pequenos e familiares ou trocar a socialização por livros, horas no computador, etc; 
  2. pensativos: são introspectivos e criam mundos inteiros dentro de suas mentes;
  3. ansiosos: procuram solidão por se sentir constrangidos e inseguros quando tentam socializar;
  4. e contidos: operam de forma mais lenta, sempre pensando muito antes de falar ou agir.
Uma pessoa pode ter diferentes percentuais de cada tipo de introversão, o que retoma a ideia de espectro aludida anteriormente. 

O CÉREBRO INTROVERTIDO: ALGUNS FATOS
  • Introvertidos processam informação mais lentamente, razão pela qual ficam exaustos tentando acompanhar o ritmo das ideias fluindo ao seu redor. O lado positivo disso é que introvertidos precisam de muito menos estímulos para se sentirem satisfeitos. 
  • Introvertidos frequentemente têm mais massa cinzenta no cortex prefrontal em áreas relacionadas com pensamentos abstratatos e profundos, bem como planejamentos. Este fato aponta para uma tendência menor a comportamentos impulsivos e maior vulnerabilidade a ansiedade e depressão.
  • Pesquisas neurológicas têm mostrando que extrovertidos liberam mais dopamina - hormônio do bem estar - em situações de recompensa e também ao se conectar com outros seres humanos. Isto significa que os extrovertidos dependem mais de interações sociais para se sentirem satisfeitos do que suas contrapartes. 
  • Em 2010 estudiosos descobriram que o cérebro de um extrovertido "acende" ao ver rostos, enquanto o cérebro de um introvertido trata rostos humanos, imagens de cães, flores e paisagens da mesma forma.


FONTES
THE GUARDIAN
NEW YORK MAGAZINE
FAST COMPANY
SCIENCE ALERT
BUSTLE

domingo, 12 de fevereiro de 2017

SONHOS LÚCIDOS


FATOS SOBRE SONHOS EM GERAL
  • Novas evidências foram encontradas no sentido de que, ao contrário do que se acreditava,  sonhos também acontecem em estágios que não o REM. Estes sonhos focam mais em eventos que aconteceram durante o dia, facilitando o estabelecimento de novas conexões com memórias, bem como consolidação de novas informações e descarte de memórias irrelevantes. 
  • Sonhos envolvendo emoções negativas tendem a ser mais vívidos porque nossos corpos reagem a cenários estressantes da mesma forma que reagiriam na vida real: mudando o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea, o que ajuda a consolidar a memória dos sonhos.
  • Quem dorme pesado tem menos chances de lembrar de seus sonhos, ao contrário de quem acorda várias vezes a noite. 
  • Não se sabe o porquê de sonhos serem esquecidos tão facilmente, mas alguns estudiosos sugerem que isto ajuda a manter nossas memórias reais separadas das memórias sonhadas. 
  • Durante o sonho não podemos ver a hora ou ler. Nossas mãos também tendem a ficar distorcidas. Por isso olhar para as próprias mãos é uma boa maneira de realizar os chamados "reality checks". 
  • A invenção da TV com cores aumentou o número de pessoas que sonham com cor.


FATOS SOBRE SONHOS LÚCIDOS

  • Allan Hobson, professor em Harvard, diz que a lucidez é um estado intermediário entre o sono normal e a consciência. O sonho lúcido acontece durante o estado REM, quando normalmente encontram-se dormentes tanto a formação das nossas memórias, quanto nossa capacidade de reflexão. O diferencial da lucidez é que ativa o lobo frontal, que controla essas duas "funções dormentes". 
  • Cerca de 55% das pessoas já tiveram sonhos lúcidos. Deste grupo, quase 1/4 tem sonhos lúcidos ao menos uma vez por mês, e de 20% a 40% das pessoas não pode ou tem dificuldade em manipular os sonhos. 
  • Pessoas jovens são mais suscetíveis a sonhos lúcidos. Os "millenials" têm mais facilidade em lembrar dos sonhos do que a Geração X, por causa do intenso fluxo de informações vindas de telas e dispositivos. 
  • Meditação e videogames são passatempos associados com sonhos lúcidos.
  • A habilidade de ter sonhos lúcidos pode estar ligada à introspecção e à quantidade de massa cinzenta no cérebro. Também foram conduzidos estudos para ligar a facilidade em ter sonhos lúcidos com nossa habilidade metacognitiva (pensar sobre como pensar).
  • O primeiro sonho lúcido foi documentado pelos egípcios há 5000 anos. 


INDUÇÃO
  • Durante o sonho lúcido, a atividade cerebral produz uma assinatura elétrica com 40-Hz de alcance. Em 2014, a pesquisadora Usrula Vozz descobriu que aplicar uma corrente de 40-Hz à cabeça de quem está sonhando pode aumentar significativamente as chances de lucidez. Daí a grande quantidade de vídeos no youtube oferecendo batidas binaurais com 40-Hz.
  • Alguns empreendedores entraram no mercado a fim de oferecer produtos que facilitem a indução de lucidez durante o sonho. Assim surgiram dispositivos como Aurora Headband (da iWink), Luci Dreamer (estimulador transcrinial) e Remee, que receberam amplo patrocínio em projetos de crowdfunding. Ainda assim, não encontrei review sobre estes produtos. 
  • A crítica a estas invenções é que não ajudam: o que funciona mesmo é se concentrar em ter um sonho lúcido. Segundo o professor Hobson, as pessoas não querem prestar atenção, querem uma solução rápida que não requeira qualquer esforço. As tentativas de criar um dispositivo para ajudar a domar os sonhos é uma utopia tecnológica, e promete mundos e fundos em troca de... bem, fundo$. 
  • Há também invenções como Dreamleaf,  um suplemento alimentar já revisado por alguns usuários, que alegaram ter experienciado mais facilidade para lembrar dos sonhos após tomar as pílulas. Em alguns fóruns online, pessoas alegam que medicamento destinado a pacientes de Alzheimer's  causam sonhos vívidos.
  • Anotar os sonhos em um diário é uma maneira bastante efetiva de recordar os sonhos, o que aumenta as chances de lucidez. Outra técnica efetiva é acordar no meio da noite, ficar alguns minutos acordado e voltar a dormir. Finalmente, a terceira técnica mais reportada é a auto-sugestão antes de ir dormir que, aliada a reality checks (se perguntar regularmente se está sonhando), aumenta as chances de lucidez.
  • A pesquisadora canadense  Jayne Gackenbach afirma que passar muito tempo em espaços virtuais parece fazer gamers melhores em controlar os seus sonhos, uma vez que estão acostumados a entrar e sair da realidade. Neste sentido, óculos de Realidade Virtual devem servir para intensificar esta habilidade.

APLICAÇÕES E EXPERIMENTOS
  • Uma nova pesquisa publicada no jornal Sports Sciences confirma que treinar a coordenação motora durante um sonho lúcido pode melhorar a performance na vida real. Esta melhora equivale àquela adquirida durante a "prática acordada". Isto porque os mecanismos que criam movimento físico real são semelhantes aos que criam movimento imaginário ou sonhado (em sonho lúcido). Este fato já cria expectativas quanto a possibilidade de treinar atletas que estão se reabilitando de lesões, ou até mesmo um novato que queira aprender uma habilidade perigosa. 
  • Alguns cientistas também vislumbram o sonho lúcido como ferramenta terapêutica para o tratamento de ansiedade ou fobias. A explicação é simples: a realidade simulada no sonho pode não ser real, mas as emoções ligadas a experiência certamente são. Assim, o sonho lúcido seria uma maneira de processar emoções reprimidas, o que ajudaria a diminuir a ansiedade e preocupações em geral. Não é a toa que budistas tibetanos usam sonho lúcido como caminho para iluminação.
  • Quando dormimos, determinados neurônios bloqueiam os sinais que enviamos para que nosso corpo se mecha, o que causa a paralisia do sono. Durante este estágio, só os olhos continuam se mexendo (por isso REM → Rapid Eye Moviment → Movimento Rápido do Olho). Se aproveitando disto, Keith Hearne descobriu um procedimento que usa uma movimentação ocular pré-estabelecida para enviar determinados sinais de dentro de um sonho lúcido. O movimento é verificado por eletrodos que são posicionados próximos aos olhos, e serve para responder determinadas perguntas ou cronometrar tarefas feitas no "mundo dos sonhos". Foi por este método que, por exemplo, se descobriu que se movimentar nos sonhos leva mais tempo, talvez porque não temos um corpo físico para nos dar um feedback.


FONTES

NYMAG.COM
RAWSTORY
PSYCHCENTRAL
BUSTLE
THE GUARDIAN
THE DARTMOUTH
SCIENTIFIC AMERICAN

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

PARE DE RECLAMAR E CONCENTRE-SE NAS COISAS BOAS

A queixa deve acontecer raramente; críticas e fofocas nunca. A maior parte das reclamações que fazemos é apenas “poluição sonora”, prejudicial à nossa felicidade e bem-estar.


As quatro etapas para se chegar à competência são:

1. Incompetência Inconsciente:Não percebe quanto reclama. Muita gente parece viver à procura de motivos para se queixar. Se você reclamar, vai ter sempre mais do que reclamar. Reclamar significa exprimir pesar, dor ou descontentamento. Mas o fato é que, para a maioria das pessoas, reclamações não provêm de experiências tão profundamente dolorosas. Percebemos quando os outros reclamam, mas não notamos quanto nós nos queixamos. O psicólogo Robin Kowalski escreveu que muitas reclamações “envolvem uma tentativa de se despertar determinadas reações dos outros, como simpatia e aprovação". Você provavelmente já ouviu falar em doença psicossomática, causada por processos mentais do paciente, e não por causas fisiológicas. Dois terços das doenças se originam na mente. Ao reclamar de sua saúde, você está fazendo declarações negativas, que seu corpo escuta e registra. 

2. Incompetência Consciente: você está perturbadoramente alerta (consciente) da freqüência de suas reclamações (incompetência).  Você se encontra num ninho de reclamações? Vive cercado por pessoas ranzinzas? Então, é melhor prestar atenção. Tendemos a andar com pessoas que são parecidas conosco e a fugir daqueles que são diferentes. Um dos principais motivos que temos para fazer fofoca ou reclamar é parecer que somos melhores na comparação. Reclamar é se gabar. E ninguém gosta de alguém que fica se gabando. As características das pessoas à sua volta que o perturbam são justamente aquelas que você compartilha, mas de que não tem consciência. Sociólogos e psicólogos têm teorias que explicam que também reclamamos para parecer mais críticos. É uma maneira de dizer que seu padrão é realmente elevado. Uma pessoa insegura, que duvida de seu valor e questiona sua própria importância, vai se gabar e reclamar.

3. Competência Consciente:Você começa a ter consciência de tudo o que está dizendo. Se não tiver nada a dizer, permaneça em silêncio. Falar demais transmite a mensagem de que você não se sente confortável consigo mesmo. O silêncio permite que você reflita e escolha cuidadosamente suas palavras. É mais fácil conseguir o que você deseja expressando a sua vontade, em vez de reclamar da maneira como as coisas são.Alguns acreditam que criticar é uma forma eficiente de mudar o comportamento dos outros. Entretanto, costuma surtir o efeito contrário. Ninguém gosta de ser censurado. críticas. O elogio inspira a pessoa a se superar, como forma de obter mais elogios..

4. Competência Inconsciente: você deixará para trás o que não é mais necessário e perceberá que sua mente não produz mais o dilúvio de pensamentos infelizes com os quais você convivia. Se sente desconfortável quando alguém começa a se queixar ao seu lado. Você se sentirá grato por pequenas coisas – até por aquelas nas quais nem prestava atenção. Você perceberá que sentirá menos medo e menos raiva. Raiva é o medo dirigido para fora. E, por não ser mais uma pessoa que vive com medo, você atrairá menos pessoas raivosas e medrosas para a sua vida. Há momentos em que cada um de nós precisa parar e analisar o que está acontecendo em nossa vida para poder lidar melhor com uma determinada situação. Analisar não é a mesma coisa que reclamar. Analisar é compartilhar seus sentimentos sobre algo que aconteceu.


domingo, 3 de maio de 2015

ENCALHEI NO MEU IDIOMA - #Paragrafão

De acordo com a wikipédia, pensamentos são "reações representativas causadas por estímulos de reações químicas internas ou fatores ambientais externos". Ok, mas que meio devemos utilizar para transformar essas abstratas reações representativas em algo definido e compreensível? A linguagem (corporal, verbal, simbólica, escrita, e até a vozinha que fica narrando os acontecimentos dentro da nossa cabeça), claro! Mas será que a linguagem é realmente uma ferramenta efetiva? Quantas reações representativas foram ignoradas simplesmente porque não puderam ser traduzidas em palavras? Quantas vezes modelamos as nossas reações representativas para que elas coubessem numa explicação verbal? E quantas vezes essas reações representativas, já previamente modeladas ao serem cuspidas para o mundo exterior, foram remodeladas quando escutadas e (talvez equivocadamente) interpretadas pelo receptor da cuspidela?  E será que verbalizar precariamente estas reações representativas não é mentir para nós mesmos quanto à amplitude delas? Será que a linguagem não é uma ferramenta fadada a tornar as coisas simplistas? É como se estivéssemos destinados a permanecer enclausurados em nossas próprias cabeças! A nossa lógica de pensamentos está intimamente ligada/limitada pelo idioma que falamos. Tudo bem que, segundo o compêndio Ethnologue, existem 6.912 idiomas em todo o mundo (além da possibilidade de centenas de outros idiomas não catalogados) e que cada um deles tem milhares de palavras que, por vezes, sequer podem ser traduzidas para outros idiomas. Contudo, a maioria gritante das pessoas só sabe falar uma ou duas línguas. Por isso, quando for abrir a boca para comentar as esquisitices de outro povo, ou quando for se gabar de sua notável inteligência, lembre-se: você e eu somos só criaturinhas medíocres encalhadas no(s) próprio(s) idioma(s). 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Resumo do livro "Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas", de Dale Carnegie

Não critique, condene ou reclame.
Aprecia honesta e sinceramente.
Suscite um desejo ardente nas pessoas.
Se torne genuinamente interessado nas outras pessoas.
Sorria.
Lembre do nome das pessoas. 
Seja um bom ouvinte.
Encoraje os outros a falarem de si mesmos.
Fale sobre coisas que interessem outras pessoas.
Faça as outras pessoas sentirem-se importantes, e faça com sinceridade.
Evite discussões. 
Mostre respeito pela opinião alheia.
Nunca afirme que as outras pessoas estão erradas.
Se você está errado, admita rapidamente.
Comece a resolver seus problemas de forma amigável.
Bloqueie a resistência dos outros fazendo perguntas lógicas que façam o outro dizer "sim".
Deixe a outra pessoa falar.
Deixe a outra pessoa acreditar que a ideia foi sua.
Tente enxergar através do ponto de vista alheio.
Seja compreensivo com as ideias e desejos das pessoas.
Apele a motivos nobres.
Dramatize e demonstre suas ideias.
Desafie.
Quando precisar apontar algum problema, comece apreciando honestamente algo positivo.
Aponte os erros de forma indireta.
Admita seus próprios erros antes de apontar os dos outros.
Faça perguntas ao invés de dar ordens.
Não fira a imagem/reputação da outra pessoa. 
Reconheça e elogie cada pequeno progresso.
Atribua reputações às pessoas para que elas se esforcem em mantê-las.
Encoraje.
Faça a dificuldade parecer pequena e fácil de resolver.
Dê motivos para a outra pessoa se sentir feliz em fazer o que você está pedindo.