De acordo com a wikipédia, pensamentos são "reações representativas causadas por estímulos de reações químicas internas ou fatores ambientais externos". Ok, mas que meio devemos utilizar para transformar essas abstratas reações representativas em algo definido e compreensível? A linguagem (corporal, verbal, simbólica, escrita, e até a vozinha que fica narrando os acontecimentos dentro da nossa cabeça), claro! Mas será que a linguagem é realmente uma ferramenta efetiva? Quantas reações representativas foram ignoradas simplesmente porque não puderam ser traduzidas em palavras? Quantas vezes modelamos as nossas reações representativas para que elas coubessem numa explicação verbal? E quantas vezes essas reações representativas, já previamente modeladas ao serem cuspidas para o mundo exterior, foram remodeladas quando escutadas e (talvez equivocadamente) interpretadas pelo receptor da cuspidela? E será que verbalizar precariamente estas reações representativas não é mentir para nós mesmos quanto à amplitude delas? Será que a linguagem não é uma ferramenta fadada a tornar as coisas simplistas? É como se estivéssemos destinados a permanecer enclausurados em nossas próprias cabeças! A nossa lógica de pensamentos está intimamente ligada/limitada pelo idioma que falamos. Tudo bem que, segundo o compêndio Ethnologue, existem 6.912 idiomas em todo o mundo (além da possibilidade de centenas de outros idiomas não catalogados) e que cada um deles tem milhares de palavras que, por vezes, sequer podem ser traduzidas para outros idiomas. Contudo, a maioria gritante das pessoas só sabe falar uma ou duas línguas. Por isso, quando for abrir a boca para comentar as esquisitices de outro povo, ou quando for se gabar de sua notável inteligência, lembre-se: você e eu somos só criaturinhas medíocres encalhadas no(s) próprio(s) idioma(s).
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domingo, 3 de maio de 2015
ENCALHEI NO MEU IDIOMA - #Paragrafão
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domingo, 25 de janeiro de 2015
NÃO SOU OBRIGADO
Eu já escutei, algumas vezes, pessoas dizendo que a minha geração se envolve muito facilmente. Eu discordo.
Você pode dizer: "Ah, mas a geração nascida nos anos 80 passou a adolescência 'ficando'. Hoje todo mundo já larga namorando sério."
De fato, hoje as pessoas assumem namoro facilmente. O problema é que elas abrem mão com a mesma facilidade com que assumem. Se na geração anterior havia uma delimitação clara entre 'ficar' e namorar, hoje as duas coisas se confundem em uma/nenhuma.
Já cansei de ver fulaninho trocar status de relacionamento depois de dar dois beijos na sicraninha. Então começam as dedicatórias no facebook, fotos no instagram e tweets apaixonados. O problema é que a minha geração quer um troféu pra mostrar na rede social, e não um ser humano de carne e osso: querem alguém que "agregue valor" ao seu ego.
Como sabemos, contudo, não existem pessoas perfeitas. Assim, depois das apaixonadas primeiras semanas de namoro, começam a aparecer os defeitinhos. Uma pessoa realmente comprometida teria a coragem de lidar com os problemas e fortalecer o relacionamento. Hoje, porém, ao primeiro sinal de defeito do parceiro, o sujeito já começa fazer o download do Tinder no seu smartphone.
O raciocínio é o seguinte: eu posso contatar 1001 pessoas pelo facebook, twitter, tinder, whatsapp + eu tenho milhares de possibilidades, mas mesmo assim eu abri mão delas pra investir meu precioso tempo em você = faça o favor de não pisar na bola, pois eu não sou obrigado a lidar com as suas imperfeições, e não vou hesitar em seguir em frente num piscar de olhos caso você não continue sendo este príncipe/princesa utópico(a) sobre o qual escrevi no meu facebook, quando fui legendar a nossa foto.
Soma-se a isto a seguinte lógica: eu obviamente sou um poço de relevância, afinal TODOS os meus seguidores/amigos/contatos estão prestando plena atenção em tudo que eu escrevo, digo, canto, etc. Por isso, é muito importante que você não fira o meu ego do tamanho de um Zeppelin e não me obrigue a fazer papel de trouxa na frente de todos os meus súditos admiradores.
Em suma: nos perdemos entre as nossas possibilidades (aquelas que nunca vamos explorar, afinal estamos muito ocupados colecionando ainda mais possibilidades). Somos covardes, pois tememos "fazer papel de trouxa" a ponto de começar relacionamentos já imaginando como eles vão acabar. Vivemos pelas aparências, e não pelas experiências. Nos entregamos fisicamente a todos, mas não estabelecemos conexões emocionais com ninguém. Nunca dispomos de tantos meios para acabar com a solidão, mas ao mesmo tempo, nunca estivemos tão sozinhos.
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014
COMENTANDO #2
SOBRE JULIEN BLANC
O americano Julien Blanc ocupa-se de palestras voltadas a rapazes que desejam aprender a arte de "pegar mulheres". Se tu tem um pouquinho de noção de inglês, já deve ter lido os dizeres da blusa acima e percebido que lá vem bomba. A questão é: pick up artists não vêm de agora. Lembro de ter assistido uma matéria na globo, que abordou o assunto como se fosse a coisa mais normal e legal do mundo. Eu fico pensando comigo: que tipo de pessoa vai nessas palestras? Porque, por mais triste que isso soe, se o cara está sobrevivendo disso, é porque tem um público cativo de idiotas iludidos que acham que esse é o tipo de coisa que se aprende com tutorial. A questão é, se tu quer despertar interesse em alguma moça, comece tendo a consciência de que mulher não é objeto pra ser "pega" e deixe de adotar esta postura de quem está constantemente tentando ludibriar as meninas. Você não tem que iludir ou "manejar" ninguém. Uma ficada/namorada/whatever deve ser uma experiência proveitosa para as duas partes, caso em que ninguém precisará ser manipulado ou ludibriado.
DUROU POUCO
A atualização, sobre a qual comentei no último post, não foi bem recebida. A princípio achei que o desgosto tinha vindo de mim e meia dúzia de outras pessoas (que não gostam de ficar respondendo tudo o tempo todo), mas felizmente descobri que há um grande número de pessoas que reagiram mal. Felizmente por quê? Porque isso levou o WhatsApp a tomar uma medida no sentido de atualizar o aplicativo, oferecendo a opção de mostrar ou não esta informação. :)
SOBRE O CHINÊS OSTENTAÇÃO
Um rapaz chinês comprou 99 iPhones 6, empilhou-os em forma de coração e, em público, pediu a mão da sua namorada. A parte da notícia que normalmente gera irresignação é o fato de a moça ter dito "não". Bem, aqui vão algumas considerações:
1 - Por mais belo que seja um gesto que você faça, seus sacrifícios não tornam ninguém obrigado a assumir o compromisso (supostamente) eterno de ficar ao seu lado.
2 - Ta vendo aquele amontoado de pessoas em volta? São amigos do rapaz que levou o toco. Um (ou mais de um) vazou o vídeo da desgraça. Que amigo!
3 - Qual a função dos iPhones? Quando eu ouvi falar do incidente, imaginei que os celulares seriam utilizados para alguma ilusão, reprodução conjunta e o diabo a quatro. No entanto, tudo o que vejo são caixas brancas empilhadas em forma de coração. Querido, existe uma pá de objetos que podem ser alinhados em formas diversas, tu não precisa jogar dinheiro fora pra atingir este objetivo. Aliás, tudo me leva a crer que a presença dos amigos e a dívida em iPhones 6 foram uma forma de botar pressão na moça. Well: TOMOU NO
1 - Por mais belo que seja um gesto que você faça, seus sacrifícios não tornam ninguém obrigado a assumir o compromisso (supostamente) eterno de ficar ao seu lado.
2 - Ta vendo aquele amontoado de pessoas em volta? São amigos do rapaz que levou o toco. Um (ou mais de um) vazou o vídeo da desgraça. Que amigo!
3 - Qual a função dos iPhones? Quando eu ouvi falar do incidente, imaginei que os celulares seriam utilizados para alguma ilusão, reprodução conjunta e o diabo a quatro. No entanto, tudo o que vejo são caixas brancas empilhadas em forma de coração. Querido, existe uma pá de objetos que podem ser alinhados em formas diversas, tu não precisa jogar dinheiro fora pra atingir este objetivo. Aliás, tudo me leva a crer que a presença dos amigos e a dívida em iPhones 6 foram uma forma de botar pressão na moça. Well: TOMOU NO
SOBRE OS PLAYOFFS
Semana passada rolaram os playoffs (fase classificatória que termina com a escolha do top12) do The Voice americano. Esta temporada anda me empolgando tanto quanto a temporada 5 (saudades Tessane Chin). Por isto vou comentar resumidamente o que rolou.
Antes de cada técnico descobrir o seu top 3, rolou uma apresentação dos times. A minha apresentação preferida veio do Team Gwen, que cantou Riptide.
Depois da apresentação, cada time se reuniu diante dos técnicos. Dois seriam salvos pelo público americano, enquanto o terceiro seria escolhido pelo técnico.
TEAM BLAKE: é o meu time favorito, apesar de eu não curtir country music. Para a minha felicidade, a decisão da plateia e do Blake foram de acordo com meu gosto pessoal. A primeira a ser salva foi a Reagan James, que entre todos os competidores é a minha favorita. Também foram salvos o Craig Wayne Boyd (pelo público) e a Jessie Pitts (pelo Blake, que inteligentemente concentrou todos os fãs de country no Craig).
TEAM PHARELL: o primeiro a ser salvo foi o Luke Wade, que tem o tom de voz bem agradável, apesar de as apresentações dele serem meio lineares. DaNica Shirey (que me lembra muito a Red the Orange is the new black) também não faz meu estilo, mas tenho a consciência de que ela tem controle e técnica de sobra e entendo sua permanência. Dos três que restaram, Pharell escolheu salvar Sugar Jones, sabe-se lá Deus porquê. Tudo bem que a Jean exagera no drama, mas ela canta muito melhor que a Sugar. E mesmo que a Jean tenha cometido erros na última performance, não se pode dizer o mesmo do Elyjuh Rene, que fez três técnicos aplaudirem de pé e entregou provavelmente a melhor performance dos playoffs. A questão é: tem ficado bem claro que o Pharell tem uma tendência a aprovar o que a Sugar Joans faz, mesmo que ela erre as notas e dê umas rosnadas meio desafinadas. Enfim: não entendir.
TEAM GWEN: Taylor e Anita são, nesta ordem, os meus preferidos do time da Gwen. Felizmente eles foram, também nesta ordem, salvos pelo público americano. Eu não gostava muito do Taylor em princípio, mas mudei de opinião após os knockouts. A Anita me ganha mais pela presença de palco, embora a voz e o estilo musical dela sejam legais. Dentre os outros três, a Gwen escolheu o Ryan Sill. Aliás, a relação dela com ele é semelhante à relação de apego entre o Pharell e a Sugar. No entanto, apesar de achar o estilo do Ryan meio água com açúcar, acho a voz do Ricky enjoativa. Quanto à Bryana, não curto ela pelo mesmo motivo que nunca curti a Christina Grimmie: gritarias agressivas e power pop apelativo. No fim das contas, melhor ficar com o Ryan mesmo...
TEAM ADAM: a performance deste time foi, ao meu ver, a pior delas. A harmonia ficou meio estranha, exceto pelos últimos minutos da apresentação. Então veio o momento da decisão e o Damien foi salvo primeiro, para a minha surpresa (achei que o Matt viria primeiro). De toda sorte, acho a voz do Damien bem bonita, apesar de achar as escolhas de música dele meio tediosas. Enfim, depois veio o cara que eu achei que ia reunir bastante votos: o Matt McAndrew. Ficou para o Adam escolher entre o Taylor Phelan, o Chris Jamison e a Mia Pfirrman. A Mia tem bastante recurso de voz, apesar de fazer o estilo "menina gritadeira". O Taylor Phelan ganha mais pelo estilo e pela personalidade. Aí tem o Chris que, pra mim, não tem nem o potencial vocal, tampouco a personalidade definida. Adivinha com quem o Adam foi? o Chris! Once again: não entendir.
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014
COMENTANDO #1
SOBRE DANI CALABRESA E MARCELO ADNET
Essa semana a urubuzada brasileira resolveu tagarelar sobre o matrimônio alheio. Ocorre que o Marcelo Adnet foi flagrado beijando uma moça, que não era a Dani Calabresa, ato que ficou registrado no cartão de memória de um stalker paparazzi sem escrúpulos.
Conforme a notícia foi se espalhando, posicionamentos começaram a pipocar por todos os cantos. Comentários machistas defenderam o Adnet e comentaram a aparência da Calabresa, enquanto outras pessoas iradas (!) tomaram a defesa da comediante. Nenhum dos comentários levou em conta a possibilidade de o casal ter um relacionamento aberto, estar em vias de se separar, ou simplesmente não querer discutir questões de lealdade na frente de todo-fucking-mundo.
Como resposta ao ocorrido, Adnet desculpou-se na rede social e Calabresa abordou o assunto de forma despreocupada durante o CQC. Obviamente que os paranoicos já surgiram com teorias de conspiração sobre como os dois estão abafando uma separação iminente. De todo o caso, isso é problema deles, então vamos falar de coisa importante: vamos falar sobre a iogurteira top the
SOBRE A CARA DA DONATELLA VERSACE
Pra quem não sabe, a Donatella Versace é uma designer de moda. Isto significa que beleza é um conceito com o qual ela lida diariamente. Isto posto, eu me pergunto: como uma pessoa como ela, que presumidamente tem bom gosto, assume a aparência de um alien?
Tudo me leva a crer que a preocupação exagerada com qualquer coisa, e não só com beleza, acaba distorcendo a sua visão sobre aquela coisa, até o ponto em que o seu gosto e a sua opinião destoam completamente daquilo que se tem por comum.
É o que aconteceu com a Donatella Versace, é o que aconteceu com a Renée Zellweger, com a Yulia Volkova (que sequer chegou aos 30 ainda!), com a Meg Ryan e com várias outras atrizes que, pelo visto, não compreenderam que envelhecer com elegância é melhor que se tornar um boneco de cera.
SOBRE A ATUALIZAÇÃO DO WHATSAPP
Existem múltiplas formas de atrair a atenção de um usuário para o seu aplicativo/rede social. Uma destas formas é simplesmente torná-lo mais interessante. Outra destas formas é usar de artimanhas que forcem os usuários ao uso assíduo.
A mais recente atualização do whats (que agora informa o momento em que você lê a mensagem), a exemplo da maneira como o Facebook empurrou o aplicativo do Messenger à goela baixo, é uma destas artimanhas.
Logo, se você quer ler as mensagens e colocar o celular de lado, deixando para responder seus contatos em um momento mais oportuno, digo uma coisa: pode esquecer. Aparentemente o protocolo é responder imediatamente para não ser acusado de fazer pouco caso, ser mal educado, dentre outras coisas.
LÁ VEM O MARCO... DE NOVO!
O Leandro Beninca (autor da famigerada frase "taca-lhe pau neste carrrinho!") foi convidado pra comentar a Fórmula 1 ao lado do Galvão Bueno. Ao que me parece, a Globo não entendeu que memes são caracterizados não só pela rapidez com que a graça surge, como também pela rapidez com que a graça vai embora. Agora a Globo parece aquele seu parente velho que larga umas gírias ultrapassadas pra parecer descolado.
COMENTÁRIOS RÁPIDOS SOBRE...
...a forma sobre como, sempre que eu agradeço por algo estar dando certo, este algo imediatamente começar a dar errado;
...como os comentaristas esportivos da RBS estavam desolados com o resultado do Grenal (4x1), o que me dá a impressão de que os caras são pagos para torcer, e não para analisar;
...como a MTV mudou durante os anos, deixando de ser o canal que transmitia clipes do Nirvana e desenhos estilo Daria e Beavis and Butt-head, pra ser o canal que baba ovo de artistas pop sem noção e seriados mal escritos sobre assuntos "comerciais" (vide Awkward e Faking It).
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